Construindo noções cartográficas

Construindo noções cartográficas
Maquete da sala de aula com sucata

sábado, 21 de março de 2015

Poema: O nome da gente - Pedro Bandeira

O NOME DA GENTE

PEDRO BANDEIRA


POR QUE É QUE EU ME CHAMO ISSO
E NÃO ME CHAMO AQUILO?
POR QUE É QUE O JACARÉ
NÃO SE CHAMA CROCODILO?

EU NÃO GOSTO
DO MEU NOME,
NÃO FUI EU
QUEM ESCOLHEU.
EU NÃO SEI
PORQUE SE METEM
COM O NOME
QUE É SÓ MEU!

O NENÊ
QUE VAI NASCER
VAI CHAMAR
COMO O PADRINHO,
VAI CHAMAR
COMO O VOVÔ,
MAS NINGUÉM
VAI PERGUNTAR
O QUE PENSA
O COITADINHO.

__ FOI MEU PAI QUE DECIDIU
QUE O MEU NOME FOSSE AQUELE
ISSO SÓ SERIA JUSTO
SE EU ESCOLHESSE
O NOME DELE.

QUANDO EU TIVER UM FILHO,
NÃO VOU PÔR NOME NENHUM.
QUANDO ELE FOR BEM GRANDE,

                                  ELE QUE PROCURE UM!

Leitura deleite: VIDA DE PAPEL


 VIDA DE PAPEL

                                                                                              Rosana Skronski

Estava sossegado no meu canto, quando o homem me abriu e me encheu de pipocas. Sem a menor cerimônia, uma mulher me pegou e foi me levando.
Ela comia as pipocas com olhos, boca e dentes de muita fome.
Quando acabou, meteu a boca dentro de mim, soprou um grande sopro e eu comecei a estufar,  estufar, estufar, estufar e... Bum!!!!!!!!!!!!! Tudo chacoalhou!!!!!!!!Um terremoto?
Não  era, não! A rua continuava no mesmo lugar, com as pessoas apressadas, as buzinas tocando... Tudo nervoso, mas normal.
A mulher deu uma gargalhada e sem mais nem menos me deixou cair ali, no meio da rua!
Mal tinha me levantado, quando veio um carro a toda velocidade pra cima de mim! Só me livrei daquele amasso  achatante,  porque uma ventania me empurrou pra calçada.
Vi um guri esquisito vindo pro meu lado.
Ele começou a me chutar, sem a menor consideração. Logo eu, que não tinha feito nada! Fui rolando rua abaixo até que ele resolveu seguir em frente, sozinho. Foi embora sem nem dizer um “muito obrigado” ou “desculpe o mal jeito”.
Fui, assim, me desviando dos pés que ameaçavam me pisar, sem rumo nem destino, quando uma coisa peluda se aproximou. Foi me arrastando para uma pá e da pá eu caí em uma lata. Lá dentro estava cheio de coisas.
A casca de laranja, cheirosa como sempre, foi logo me entrelaçando em um abraço. Um papel amassado e sujo disse pra eu não me envergonhar por ter ficado meio amarrotado.
Estava entre amigos e senti que ali era o meu lugar.
Um botãozinho quebrado contou que tinha caído da blusa de uma dona em um elevador. Quase se perdeu em um tapete felpudo.
Foi um aspirador que o salvou. Mas, todo agitado, o botão disse que a melhor aventura vem agora: uma longa viagem nos esperava!
Ele estava certo. À noitinha, um caminhão bem “maneiro” me levou com minha turma. Demos adeus à amiga casca, ao bagaço de milho e à paçoquinha embolorada. Encontramos garrafas, outros papéis, latinhas charmosas e vidros bons de papo.
Fomos parar em um lugar grande, com esteiras e máquinas.
Fiquei tão amigo de uns papéis, que, inseparáveis, fomos unidos pela máquina. E a melhor das surpresas: tudo aquilo estava ali só pra nos embelezar e nos deixar úteis de novo.
Virei folha de caderno, junto com os meus amigos! Nunca tinha imaginado que era tão importante pra ter um tratamento tão especial como esse!
Das prateleiras de uma loja fomos parar nas mãos de um garoto. Éramos brancos, mas ele desenhou uma árvore cheia de flores e frutos coloridos em cima da gente. Nos arrancou do caderno e nos pregou numa parede. Estamos em uma sala onde sempre há crianças.
Até hoje elas se aproximam e ficam nos admirando. Vocês podem acreditar nisso?!
De saquinho de pipoca  à vida de artista!

Como sou feliz !

sábado, 14 de março de 2015

HOMENAGEM À PROFESSORA MARINALVA

HOMENAGEM À PROFESSORA MARINALVA

                                                        Autoria: Professora Silvania Galdino
Hoje é dia de festa
É dia de emoção
Adivinhem de quem falo
De quem faz educação!

Mulher simples e humilde
Que veio do interior
Foi pela educação
Que ela se apaixonou.

Cada um tem sua missão
A sua de educar
Na história alagoana
A sociedade transformar.

Com muita seriedade,
Amor e dedicação
Procura vivenciar
A verdadeira educação.

É de se admirar
Sua força de vontade
Ninguém consegue controlar
Tamanha agilidade.

Sua generosidade
É de chamar a atenção
Pois quando faz uso dela
Sempre escuta o coração.

Presença sempre ativa
Espalhando gratidão
Na história de nossas vidas
Você teve grande participação.

Ensinar é seu forte,
Ela ama de paixão
Quando se fala das turmas
Perde até a concentração.

Amor pela educação
Ela sempre preservou
Com empenho e segurança
 Nunca desanimou.

Compromisso é seu lema
Não fez por obrigação
Trabalha com entusiasmo
Tudo pela educação!

Que Deus lhe cubra de bênçãos,
Paz, saúde e alegrias
Só temos que te agradecer
Pela sua companhia.

Pessoas como você,
No coração vamos guardar
Pois com certeza queremos
Com você sempre contar.

Mas já era de se pensar
No momento tão esperado
Quem não quer que chegue o momento
De fica aposentado.


Amigos da Escola Municipal Dom Miguel Fenelon Câmara



Homenagem à professora Marinalva Cordeiro por uma jornada de 50 anos no Magistério (30 na rede estadual de Alagoas e 20 na rede municipal de Maceió).

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

POEMA: TARSILA DO AMARAL

POEMA: TARSILA DO AMARAL

                                          Autoria: Profª Silvania Galdino

TEMOS UM OBJETIVO
EM AQUI APRESENTAR
É SOBRE TARSILA DO AMARAL
QUE QUEREMOS LHE FALAR.

SUA MÃE CHAMAVA-SE LÍDIA
SEU PAI JOSÉ ESTANISLAU,
E DO AMOR DELES DOIS
NASCEU TARSILA DO AMARAL.

O PINCEL FOI SEU PRIMEIRO BRINQUEDO
E QUANDO APRENDEU A BRINCAR
UM CORAÇÃO VERMELHO NA PAREDE
ELE FOI LIGO PINTAR.

NA FAZENDA ONDE NASCEU
CRESCEU COMENTO MUITAS FRUTAS,
BEBENDO LEITE DAS VACAS
E OUVINDO AS HISTÓRIAS DA CUCA.

O TEMPO FAZIA TARSILA CRESCER,
TINHA VONTADE DE CONHECER O MUNDO
E DE SEU TAMANHO SER.

COM MUITA CURIOSIDADE,
OLHAVA COM ADMIRAÇÃO
OS SANTINHOS DE PAPEL
QUE TRAZIAM ORAÇÃO.

MENINA MUITO LEVADA
CORRIA ATRÁS DAS GALINHAS,
SALTAVA SOBRE GRANDES PEDRAS,
SUBIA EM ARVORES
E BRINCAVA COM BONECAS.
FEITAS DE MATO
QUE ELE MESMA FAZIA.

DE TODOS OS ANIMAIS,
OS GATOS ERAM OS SEUS PREFERIDOS
QUERIA ESTAR SEMPRE COM ELES
TAMBÉM ERAM SEUS AMIGOS.

TARSILA NUNCA ESQUECEU
O TEMPO DE SUA INFÂNCIA
EM SUA OBRAS SEMPRE APARECEM
ESSAS FELIZES LEMBRANÇAS.

EM A CUCA FLORESTA E BICHOS,
EM A NEGRA, A AMA DE LEITE,
A BONECA, O TOURO, A LUA,
ESTAVAM REPRESENTANDO
UMA TERRA QUE ERA SUA.

VIVEU FORA DO BRASIL,
VIAJOU PARA A EUROPA,
FEZ AMIGOS IMPORTANTES
E APERFEIÇOOU SUA OBRA.

COM FORMAS QUASE GEOMÉTRICAS,
COM LINHAS CURVAS E RETAS
RETRATOU A ALEGRIA
DO CARNAVAL CARIOCA DAQUELA ÉPOCA.

UM DE SEUS QUADROS MAIS FAMOSOS
CHAMA-SE ABAPORU,
É UMA FIGURA ESTRANHA
O HOMEM QUE COME CARNE HUMANA.

COM AS QUESTÕES SOCIAIS
SEMPRE SE PREOCUPOU
E PARA UM BRASIL MELHOR
COM SEUS AMIGOS LUTOU
E A TELA OPERÁRIOS
FOI TAMBÉM ELA QUE PINTOU.

SUA OBRA É MUITO RICA
RETRATOU A NOSSA TERRA E A NOSSA GENTE
E NA SIMPLICIDADE DAS FIGURAS
DEIXOU-NOS A MARCA BRASILEIRA DE SUA
PINTURA.


sábado, 3 de janeiro de 2015

POEMA: Nordestino sim, Nordestinado não - Patativa do Assaré

POEMA: Nordestino sim, Nordestinado não
                                                                       Patativa do Assaré

Nunca diga nordestino
Que Deus lhe deu um destino
Causador do padecer
Nunca diga que é pecado
Que lhe deixa fracassado
Sem condições de viver

Não guarde no pensamento
Que estamos no sofrimento
E pagando o que devemos
A Providência Divina
Não nos deu a triste sina
De sofrer o que sofremos

Deus o autor da criação
Nos dotou com a razão
Bem livres de preconceitos
Mas os ingratos da terra
Com opressão e com guerra
Negam os nossos direitos

Não é Deus que nos castiga
Nem a seca que obriga
Sofrermos dura sentença
Não somos nordestinados
Nós somos injustiçados
Tratados com indiferença

Sofremos em nossa vida
Uma batalha renhida
Do irmão contra o irmão
Nós somos injustiçados
Nordestinos explorados
Mas nordestinados não

Há muita gente que chora
Vagando pela estrada afora
Sem terra, sem lar, sem pão
Crianças esfarrapadas
Famintas, escaveiradas
Morrendo de inanição

Sofre o neto, o filho e o pai
Para onde o pobre vai
Sempre encontra o mesmo mal
Esta miséria campeia
Desde a cidade à aldeia
 Do Sertão à capital

Aqueles pobres mendigos
Vão à procura de abrigos
Cheios de necessidade
Nesta miséria tamanha
Se acabaram na terra estranha
Sofrendo fome e saudade

Mas é o Pai Celeste
Que faz sair do Nordeste
Legiões de retirantes
Os grandes martírios seus
Não é permissão de Deus
É culpa dos governantes

Já sabemos muito bem
De onde nasce e de onde vem
A raiz do grande mal
Vem da situação crítica
Desigualdade política
Econômica e social

Somente a fraternidade
Nos traz a felicidade
Precisamos dar as mãos
Para que vaidade e orgulho
Guerra, questão e barulho
Dos irmãos contra os irmãos

Jesus Cristo, o Salvador
Pregou a paz e o amor
Na santa doutrina sua
O direito do banqueiro
É o direito do trapeiro
Que apanha os trapos da rua

Uma vez que o conformismo
Faz crescer o egoísmo
E a injustiça aumentar
Em favor do bem comum
É deve de cada um
Pelos direitos lutar

Por isso vamos lutar
Nós vamos reivindicar
O direito e a liberdade
Procurando em cada irmão
Justiça, paz e união
Amor e fraternidade

Somente o amor é capaz
E dentro de um país faz
Um só povo bem unido
Um povo que gozará
Porque assim já não há
Opressor nem oprimido.á
Opressor nem oprimido.



PRODUÇÃO DE TEXTO: O MEU BAIRRO

PRODUÇÃO DE TEXTO: O MEU BAIRRO

CONTEXTUALIZAÇÃO

Esta produção textual foi elaborada a partir de leituras dos textos produzidos pelos alunos de EJA no 4º Caderno de Produções Coletivas. Foram escolhidos pela professora aqueles que possibilitassem por meio da leitura, o desenvolvimento dos alunos quanto ao senso crítico sobre a realidade do bairro em que moram.
Na tentativa de superar conceitos do senso comum presentes na primeira versão do texto, a professora realizou um trabalho de reescrita coletiva, enriquecendo-o com outras leituras, inclusive, com relatos das experiências de mobilizações de bairros.
Assim, os alunos foram compreendendo que as modificações de sua comunidade dependem da organização coletiva da população, a qual servirá de mecanismo na mudança do destino de todos, tornando-os autores da sua própria história e não apenas seus expectadores.

Produção textual: O MEU BAIRRO

“Eu moro no Clima Bom há 12 anos. Quando vim morar aqui no Clima bom, era bem melhor, em parte, porque tinha menos violência e não tinha tanto bandido quanto hoje.
Com o tempo, a população foi aumentando e o Clima Bom foi se tornando em uma pequena cidade com: lojas, posto de saúde, mais escolas, armarinhos e outros pontos comerciais. Também foram construídos conjuntos residenciais como: Rosane Collor, Osman Loureiro, Colibri e Luiz Pedro II, onde fica a escola em que estudamos.
Portanto, precisamos nos reunir para lutar pelos nossos direitos de cidadãos, como, por exemplo: policiamento, saneamento básico, água tratada, transporte, educação para nossas crianças e uma melhor qualidade de vida para todos. Assim, valeria o nome de nosso bairro: Clima Bom”.

Vanúzia da Silva, 25 anos, 2ª Fase
Profª Marli Santana
Escola de Ensino Fundamental Luiz Pedro da Silva II
Bairro: Clima  Bom

REFLETINDO SOBRE O TEXTO


1-      Quais os sinais de progresso estão presentes em seu bairro?

2-      Aponte os maiores problemas enfrentados em sua comunidade?


3-      Na sua opinião, quais as mobilizações que poderiam se realizadas para superar os problemas que você indicou no item 2?

4-      Uma das dificuldades salientada pela autora do texto em seu bairro é a violência. Para você, quais as causas da violência?



5-      Depende de quem a superação da dificuldade apontada na questão anterior?



Fonte: V Caderno de Produções Coletivas – Educação de Jovens e Adultos – Semed – Maceió - 2003

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

FÁBULA DO CURRÍCULO DE ATIVIDADES

FÁBULA DO CURRÍCULO DE ATIVIDADES

Certa vez, os animais decidiram fazer alguma coisa para resolver os problemas do “novo mundo”, e assim organizaram uma escola.  Adotaram um currículo de atividades: corrida, natação, escalada e vôo. Para facilitar a administração, os animais matricularam-se em todas as disciplinas.
O pato era excelente estudante em natação, de fato, o melhor que o próprio instrutor, mas recebia notas apenas suficientes para aprovação em vôo e fracas em corrida. Sendo muito fraco em corrida, ele tinha que permanecer na escola depois das aulas e  até deixou a natação para praticar corrida.
Continuou nesse passo até que suas patas ficaram bastante feridas e por isso tornou-se apenas razoável em natação. Mas razoável era um grau mais aceitável na escola e ninguém se incomodou com o caso, a não ser o pato.
O coelho começou em primeiro lugar nas aulas de corrida, mas teve um colapso nervoso a tanto trabalho em natação.
O esquilo era excelente em escalar, mas desenvolveu uma frustração nas aulas de vôo, porque seu professor fez que começasse do chão para o alto, em vez de começar de cima da árvore para o chão. Desenvolveu também câimbras devido super-exercício e então tirou um C em escalada e um D em corrida.
A águia era uma criança-problema e foi disciplinada severamente. Nas aulas de subida em árvore, ela ganhava de todos, mas insistia em usar seus próprios métodos para chegar lá.
No final do ano letivo, uma enguia anormal que poderia nadar muito bem e também correr, escalar e voar um pouco, teve o grau mais elevado e foi a oradora da turma.


Dr. G. H. Reavis

(Tradução do Prof. Nélio Parra, da FUSP)

FÁBULA PARA RELEXÃO PEDAGÓGICA : As duas rãs

FÁBULA PARA RELEXÃO PEDAGÓGICA : As duas rãs

Autor desconhecido

Era uma vez duas rãs que caíram num tacho de creme.  A primeira rã, ao ver que aquele líquido branco não dava pé, aceitou seu destino e se afogou.
A segunda rã não gostou da perspectiva. Ficou se debatendo no creme e fez o que pode para ficar `a tona. Passando algum tempo, aquela agitação toda fez o creme virar manteiga e ela conseguiu pular do tacho.
Que lições podemos tirar desta história?
Nós podemos modificar as condições que nos rodeiam. O ser humano, há milhares de anos, vem transformando o meio ambiente ao interferir na natureza para procurar melhorar as suas próprias condições de vida. Com esforço, determinação, persistência e decisão de lutar pelo que deseja, é possível também construir uma escola de qualidade, desde quando saibamos o que queremos e onde desejamos chegar.

E você, o que acha? Com a experiência e visão de mundo que tem, certamente enxergará outros aspectos que não estão contemplados no comentário anterior.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

FÁBULA: A CORUJA E A ÁGUIA (Monteiro Lobato)

Coruja e águia, depois de muita briga, resolveram fazer as pazes.
__ Basta de guerra - disse a coruja. O mundo é tão grande, e tolice maior que o mundo é andarmos a comer os filhotes uma da outra.
__ Perfeitamente - respondeu a águia. - Também eu não quero outra coisa.
__ Nesse caso combinemos isto: de agora em diante não comerás nunca os meus filhotes.
__Muito bem. Mas como posso distinguir os teus filhotes?
__ Coisa fácil. Sempre que encontrares uns borrachos lindos, bem feitinhos de corpo, alegres, cheios de uma graça especial que não existe em filhote de nenhuma outra ave, já sabes, são os meus.
__ Está feito! - concluiu a águia.
Dias depois, andando à caça, a águia encontrou um ninho com três monstrengos dentro, que piavam de bico muito aberto.
__ Horríveis bichos! - disse ela. Vê-se logo que não são os filhos da coruja.
E comeu-os.
Mas eram os filhos da coruja. Ao regressar à toca a triste mãe chorou amargamente o desastre e foi justar contas com a rainha das aves.
__ Quê? - disse esta, admirada. Eram teus filhos aqueles monstrenguinhos? Pois, olha, não se pareciam nada com o retrato que deles me fizeste...

Para retrato de filho ninguém acredite em pintor pai. Lá diz o ditado: quem o feio ama, bonito lhe parece.

Atividades para pontuação e paragrafação - Gênero textual - PIADA

Atividades para pontuação e paragrafação

Gênero textual - PIADA

Os meninos tinham um campinho de futebol ao lado da estação de trem tanto treinaram e tanto jogaram que até acabaram organizando um time direitinho com camisetas chuteiras traves e juiz mas logo no primeiro dia de jogo o diretor da ferrovia chegou para eles e disse jogar pode mas sem juiz senhor diretor aí não dá mas porque sem juiz é que toda vez que ele apita uma falta parte um trem.

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Pai eu estava andando pelo mato e vi uma cobra mas nem me assustei, pois sabia que ela era filhote E como você sabia disso meu filho É que ela estava brincando com um chocalho 
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Duas vacas estavam conversando A primeira vaca disse Muuuuu E a segunda Nossa  você tirou as palavras da minha boca
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Dois loucos conversavam sobre correspondências quando um deles disse Mandei uma carta para mim mesmo Puxa que legal O que ela dizia Como vou saber se ainda não recebi


 www.criancas.uol.com.br/piadas/piadas_bichos.jhtm

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A professora fala Essa não Luizinho O que foi agora professora Como é que você consegue fazer tanta besteira em um dia só É que eu acordo cedo  professora
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O cara encontrou o amigo e contou sabia que o Joca morreu Morreu nada é boato Tem certeza Tenho Claro Chii então fizemos uma brincadeira de mal gosto com o coitado o que foi Acabamos de enterrar ele

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Música: A Lista - Oswaldo Montenegro


Música: A Lista

                                          Oswaldo Montenegro


Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!

Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora
Hoje é do jeito que achou que seria?

Quantos amigos você jogou fora
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas mentiras você condenava
Quantas você teve que cometer

Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você
Quantas canções que você não cantava
Hoje assovia pra sobreviver
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você
Faça uma lista de grandes amigos

Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você

Link: http://www.vagalume.com.br/oswaldo-montenegro/a-lista.html#ixzz3Miew348c


Texto: Os amigos se respeitam

Texto: Os amigos se respeitam

        Bárbara tinha nove anos. Gostava muito de brincar com suas amigas na rua ou na casa delas.
        Mas não levava ninguém para sua própria casa. Dizia que era para não estragarem seus brinquedos. Ela também não gostava que as outras meninas rejeitassem as brincadeiras que ela sugeria, e todas tinham que brincar na hora que a Bárbara queria.
        Quando ela recebia a visita dos primos, não tinha mais tempo para as amigas. Aos poucos, as meninas começaram a dar desculpas para não brincar com ela.
        Com o tempo, ela ficou completamente sozinha e triste. Mas isso serviu para que ela aprendesse que os amigos são importantes.
        Bárbara decidiu mudar. Não foi fácil, mas ela se esforçou. Suas amigas perceberam a mudança e agora, todas se reúnem novamente com ela para brincar.
        E você, respeita seus amigos?


                                                                      Gabriel Cruz Viana, 10 anos.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Leitura deleite: Sua Alteza, a Divinha

Leitura deleite: Sua Alteza, a Divinha
                                                       Ângela Lago

Era uma vez uma princesa conhecida como Sua Alteza, a Divinha.
Na época de se casar a Divinha resolveu o seguinte:
___ Só cão com quem fizer três adivinhações que eu não adivinhe e que adivinhe três que eu fizer.
Não era fácil e quem não conseguisse, forca!
Mesmo assim apareceram quatro pretendentes. Lá se vão: rei, soldado, capitão, ladrão.
Um dia, um homem que andava sempre com um livro de orações e por isto era conhecido como Louva-a-deus. Este resolveu tentar a sorte. Antes de mais nada, foi até a vizinha. Avisou que iria ao palácio logo que o sol raiasse e pediu para ela tomar conta da sua vaca. A vizinha ficou super contente. Tinha certeza que ele iria direto para a forca e que, portanto, da qui para frente a vaquinha era dela.
Mas, lá pelas tantas, a vizinha começou a cismar que o Louva-a-deus poderia desistir no meio do caminho, voltar para a casa e tomar a vaquinha de volta. Por via das dúvidas, preparou uma bonita rosca envenenada. E, assim que começou a amanhecer, levou para o Louva comer na viagem.
O Louva-a-deus desconfiou, e depois da primeira mointanha, jogou a rosca para um cachorro.
Foi o cachorro comer e cair morto. Vieram sete urubus comer o cachorro morto. E também sete urubus morreram.
___ Eta vizinha! – disse o Louva-a-deus e continuou o caminho.
Depois da segunda montanha, começou a chover. Para não molhar muito, Louva-a-deus se abrigou debaixo de uma árvore e, como queria chegar limpinho, cobriu ochão com sua manta.
Bateu um vento e caiu, em cima de sua manta, um ninho com sete ovos de passarinho. Louva-a-deus estava faminto. Mas detestava ovo cru e não achou com que fazer fogo.
Os gravetos estavam todos molhados. Foi aí que se lembrou do livro de orações. Como não tinha outro jeito, acendeu com o livro, uma fogueira.
Cozinhou os ovos, comeu, descansou um pouco e continuou o caminho.
Lá pela terceira montanha, sentiu sede. Não havia rio por perto. Viu um coqueiro, subiu no coqueiro, apanhou um coco e tomou a água de coco.
Foi então que começou a se preocupar. Tentou lenbrar as adivinhas que conhecia, mas nenhuma parecia difícil para a princesa. E ... ele já estava entrando no palácio quando resolveu três “o que é, o que é” a respeito do que havia acontecido na viagem:

__ Depois de morto, um coitado
Matou sete bem matado.
Outros sete caíram na manta.
Cozinhei em palavra santa.
Entre o céu e a terra encontrei,
Já na vasilha, a água que tomei.

Sua Alteza, a Divinha, pediu um tempo. Fez o que pode. Pensou e repensou mas não adivinhou nem o terceiro “o que é”.
___ Agora é sua vez – disse a princesa. – E se não acertar, forca.
Foi lá dentro, apnhou um inseto, por sinal um baita lova-a-deus.
E com ele dentro das duas mãos bem fechadas, perguntou:
___ O que é, o que é que tenho na mão?
O moço sentiu um aperto no coração. E falando de si, suspirou:
___ O louva-a-deus está apertado!
A princesa levou um susto danado e perguntou como é que ele tinha conseguido acertar. O Louva-a-deus, sendo sincero, respondeu que não tinha sido difícil.
___ Ainda por cima quer me fazer de besta! – disse a Divinha.
Foi lá dentro, pegou um quadro, pintou tudo de preto e cobriu com uma toalha de veludo. Voltou brava:
___ Adivinha!
O Louva ficou aflito. A situação era terr´vel.. se não acertasse, forca. E ele achava que não tinha a menor chance de acertar:
___ Agora o quadro está preto ... – o Louva deixou de escapulir na aflição.
A divinha quase caiu para trás. E ainda por cima ele disse que tinha sido fácil.
Então a princesa conseguiu um pouco de estrume de boi, embrulhou bem e colocou dentro de uma rica caixa de jóias. Mandou os vassalos tocarem as trombetas e entrou com a caixa numa bandeja de prata, forrada de seda.
A esta altura, a corte estava torcendo para o Louva-a-deus adivinhar. Ele, nervoso, bateu a mão na testa e desabafou:
___ Ninguém sabe que eu sou um adivinhador de merda!
E acertou! Foi assim que o Louva se casou com a princesa.
Para o sossego da corte, ela deixou de ser arrogante e nunca mais quis saber de adivinhações.vivem até hoje muito felizes: a Divinha, o moço bonito do seu coração e a vaquinha. Mas claro! O Louva foi buscar sua vaquinha. E a vizinha caiu dura e roxa de raiva e inveja.


Retirado do livro Construindo a escrita, vol. 2, de Carmen Silva Carvalho. São Paulo: Ática. ( O texto foi adaptado para fins didáticos)