Construindo noções cartográficas

Construindo noções cartográficas
Maquete da sala de aula com sucata

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Leitura deleite: Sua Alteza, a Divinha

Leitura deleite: Sua Alteza, a Divinha
                                                       Ângela Lago

Era uma vez uma princesa conhecida como Sua Alteza, a Divinha.
Na época de se casar a Divinha resolveu o seguinte:
___ Só cão com quem fizer três adivinhações que eu não adivinhe e que adivinhe três que eu fizer.
Não era fácil e quem não conseguisse, forca!
Mesmo assim apareceram quatro pretendentes. Lá se vão: rei, soldado, capitão, ladrão.
Um dia, um homem que andava sempre com um livro de orações e por isto era conhecido como Louva-a-deus. Este resolveu tentar a sorte. Antes de mais nada, foi até a vizinha. Avisou que iria ao palácio logo que o sol raiasse e pediu para ela tomar conta da sua vaca. A vizinha ficou super contente. Tinha certeza que ele iria direto para a forca e que, portanto, da qui para frente a vaquinha era dela.
Mas, lá pelas tantas, a vizinha começou a cismar que o Louva-a-deus poderia desistir no meio do caminho, voltar para a casa e tomar a vaquinha de volta. Por via das dúvidas, preparou uma bonita rosca envenenada. E, assim que começou a amanhecer, levou para o Louva comer na viagem.
O Louva-a-deus desconfiou, e depois da primeira mointanha, jogou a rosca para um cachorro.
Foi o cachorro comer e cair morto. Vieram sete urubus comer o cachorro morto. E também sete urubus morreram.
___ Eta vizinha! – disse o Louva-a-deus e continuou o caminho.
Depois da segunda montanha, começou a chover. Para não molhar muito, Louva-a-deus se abrigou debaixo de uma árvore e, como queria chegar limpinho, cobriu ochão com sua manta.
Bateu um vento e caiu, em cima de sua manta, um ninho com sete ovos de passarinho. Louva-a-deus estava faminto. Mas detestava ovo cru e não achou com que fazer fogo.
Os gravetos estavam todos molhados. Foi aí que se lembrou do livro de orações. Como não tinha outro jeito, acendeu com o livro, uma fogueira.
Cozinhou os ovos, comeu, descansou um pouco e continuou o caminho.
Lá pela terceira montanha, sentiu sede. Não havia rio por perto. Viu um coqueiro, subiu no coqueiro, apanhou um coco e tomou a água de coco.
Foi então que começou a se preocupar. Tentou lenbrar as adivinhas que conhecia, mas nenhuma parecia difícil para a princesa. E ... ele já estava entrando no palácio quando resolveu três “o que é, o que é” a respeito do que havia acontecido na viagem:

__ Depois de morto, um coitado
Matou sete bem matado.
Outros sete caíram na manta.
Cozinhei em palavra santa.
Entre o céu e a terra encontrei,
Já na vasilha, a água que tomei.

Sua Alteza, a Divinha, pediu um tempo. Fez o que pode. Pensou e repensou mas não adivinhou nem o terceiro “o que é”.
___ Agora é sua vez – disse a princesa. – E se não acertar, forca.
Foi lá dentro, apnhou um inseto, por sinal um baita lova-a-deus.
E com ele dentro das duas mãos bem fechadas, perguntou:
___ O que é, o que é que tenho na mão?
O moço sentiu um aperto no coração. E falando de si, suspirou:
___ O louva-a-deus está apertado!
A princesa levou um susto danado e perguntou como é que ele tinha conseguido acertar. O Louva-a-deus, sendo sincero, respondeu que não tinha sido difícil.
___ Ainda por cima quer me fazer de besta! – disse a Divinha.
Foi lá dentro, pegou um quadro, pintou tudo de preto e cobriu com uma toalha de veludo. Voltou brava:
___ Adivinha!
O Louva ficou aflito. A situação era terr´vel.. se não acertasse, forca. E ele achava que não tinha a menor chance de acertar:
___ Agora o quadro está preto ... – o Louva deixou de escapulir na aflição.
A divinha quase caiu para trás. E ainda por cima ele disse que tinha sido fácil.
Então a princesa conseguiu um pouco de estrume de boi, embrulhou bem e colocou dentro de uma rica caixa de jóias. Mandou os vassalos tocarem as trombetas e entrou com a caixa numa bandeja de prata, forrada de seda.
A esta altura, a corte estava torcendo para o Louva-a-deus adivinhar. Ele, nervoso, bateu a mão na testa e desabafou:
___ Ninguém sabe que eu sou um adivinhador de merda!
E acertou! Foi assim que o Louva se casou com a princesa.
Para o sossego da corte, ela deixou de ser arrogante e nunca mais quis saber de adivinhações.vivem até hoje muito felizes: a Divinha, o moço bonito do seu coração e a vaquinha. Mas claro! O Louva foi buscar sua vaquinha. E a vizinha caiu dura e roxa de raiva e inveja.


Retirado do livro Construindo a escrita, vol. 2, de Carmen Silva Carvalho. São Paulo: Ática. ( O texto foi adaptado para fins didáticos)

           

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

AS BORBOLETAS - Vinícius de Morais

AS BORBOLETAS
                                      VINICIUS DE MORAIS
BRANCAS
AZUIS
AMARELAS
E PRETAS
BRINCAM
NA LUZ
AS BELAS
BORBOLETAS.

BORBOLETAS BRANCAS
SÃO ALEGRES E FRANCAS.

BORBOLETAS AZUIS
GOSTAM MUITO DE LUZ.

AS AMARELINHAS
SÃO TÃO BONITINHAS.

E AS PRETAS, ENTÃO...
OH! QUE ESCURIDÃO!


sábado, 11 de outubro de 2014

Sequência didática com o poema "As borboletas" de Vinícus de Morais

ESCOLA MUNICIPAL DOM MIGUEL FENELON CÂMARA

Público alvo: 1º ano A e B -2014
Professoras: Marli Santana e Silvania Maria Galdino

SEQUÊNCIA DIDÁTICA COM O POEMA AS BORBOLETAS DE VINÍCIUS DE MORAIS

Apresentação do poema no papel 40 kg.

Leitura do poema – realizar a leitura várias vezes para memorizar o poema.

Fazer questionamentos sobre o poema:
1)      Enumerar os versos e fazer a leitura pelos números.
2)      Quantas palavras tem o verso nº ________
3)      Circular os nomes borboletas que aparecem no poema.
4)      Circular as cores e depois pintá-las com as cores correspondentes.
5)       Fazer a leitura coletiva e individual
6)      Identificar palavras no poema.
7)      Recitar o poema memorizado.
8)      Texto lacunado: completar as palavras que estão faltando nos versos.

Leitura do livro Usando as mãos de Michael Dahl.

Reconto oral.

Reprodução das borboletas: pintura com as mãos.

Música  As mãos cantada por Patati Patatá.

Texto fatiado individual – poema As borboletas e ilustrações.

Exposição dos trabalhos e socialização na escola.

Direitos de aprendizagem de leitura contemplados:

Ler textos (poemas,...) com autonomia.
Antecipar sentidos e ativar conhecimentos prévios relativos aos textos a ser lidos pelo professor ou pelas crianças.
Ler em voz alta, com fluência, em diferentes situações.

Direitos de aprendizagem de Arte contemplados:

Vivenciar  experiências educativas nas linguagens da dança, teatro, artes visuais e música.

Conhecer, vivenciar e interagir com materiais, [...] instrumentos e procedimentos variados em artes, experimentando-os de a utilizá-lo nos trabalhos pessoais e coletivos de criação artística.

Relato de atividade de Matemática com gráfico e sistema monetário - 1º ano

Escola Municipal Dom Miguel Fenelon Câmara
1º ano A e B – 2014
Professoras Marli Santana e Silvania Maria Galdino

ATIVIDADE DE MATEMÁTICA

DIREITOS DE APRENDIZAGEM CONTEMPLADOS

NÚMEROS E OPERAÇÃOES: Identificar os números em diferentes contextos e funções; utilizar estratégias para quantificar e comunicar quantidades de elementos de uma coleção.
TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO: Ler, interpretar e transpor informações em diversas situações e diferentes configurações do tipo ...gráficos. .... Formular questões, coletar, organizar, .... construir representações próprias para a comunicação de dados coletados.
NÚMEROS E OPERAÇÃOES: Resolver ... problemas aditivos envolvendo os significados de juntar e acrescentar quantidades,... comparar e completar quantidades, ... utilizando ... estratégias pessoais.

RELATO DA ATIVIDADE DE MATEMÁTICA UTILIZANDO GRÁFICO E SISTEMA MONETÁRIO

Foi escolhida esta atividade porque já havíamos trabalhado com estes dois aspectos ( gráfico e sistema monetário) e além de ser algo atrativo para os alunos e faz parte do cotidiano. Ao concluirmos este trabalho pedagógico chegamos a um consenso que nossas turmas necessitam trabalhar mais atividades que possibilitem a exploração de estratégias pessoais para compreenderem o conceito de comparar elementos de uma coleção e perceberem a sua diferença.

1º ANO A

O trabalho foi realizado em dupla ou trio. A professora acompanhava o desenvolvimento de cada grupo enquanto os outros realizavam outra atividade. A cada aluno foi pedido que lesse cada frase de cada passo da atividade. A visualização do gráfico ajudou os alunos prontamente responderem as questões A,B,e C. Na questão D, a professora perguntou:”Como é possível saber este resultado?” As duplas sempre respondiam: “É só juntar.” Na questão E, a dupla A, uma das componentes cobriu com uma das mãos as mesmas quantidades de moedas e viu o que sobrou. Daí deu a resposta: “Duas a mais.” A dupla B, por sua vez, cobriu as duas que passavam e deu a resposta: “Dois.”
Por outro lado, o trio tiveram dificuldade de levantar suas hipótese. Não apresentaram nenhuma estratégia. A professora interferiu por colocar material concreto (lápis de cor), falou uma situação de jogo de futebol com os gols de uma partida. Chegaram a resposta mas com insegurança. Neste ponto, foram chamadas as duplas A e B (uma por vez) para explicarem como chegaram a conclusão certa, ou seja, quais as estratégias utilizadas.

1º ANO B

Esta turma foi organizada para esta atividade em três grupos. Utilizaram a correspondência entre moedas e os seus dedos ao realizarem a soma.  Os grupos tiveram em comum em responder corretamente as questões A, B, e C. No entanto os alunos tiveram dificuldade de responder as questões D e E.

O terceiro grupo demonstrou um maior grau de dificuldade. Em vários momentos a professora tinha que repeti ou retornar o mesmo questionamento de forma diferente. Para facilitar a compreensão eram realizados perguntas tais como: “Quais dos amigos tem mais moedas?” “Até quanto os dois têm a mesma quantia?” “Até quanto s dois tem iguais?” “O que sobra” “Quanto Lucas tem a mais?” “O que é a mais?” “O que é sobra?” “Quanto sobra?” “Então, quanto Lucas tem a mais?” Diante disso, chegaram a resposta certa dois.

sábado, 6 de setembro de 2014

JOGO TRAVESSIA DO RIO

Escola Municipal Dom Miguel Fenelon Câmara
1º ANO “A” e “B” - 2014
PROFESSORAS: Marli Santana  e Silvania Maria Galdino

JOGO TRAVESSIA DO RIO
 OBJETIVOS:
Utilizar estratégias de cálculo mental e estimativa.
Associar a denominação do número a sua respectiva representação simbólica.

PROCEDIMENTOS:
 Leitura compartilhada: “E o dente ainda doía” de Ana Terra.
Apresentação do jogo.
Apresentação e leitura das regras do jogo (Jogos na Alfabetização Matemática, pg. 41)
Distribuição do material e realização do jogo em duplas.
Socialização dos resultados:
Todos conseguiram atravessar?
Foi fácil atravessar todos os números? Por quê?
Quem colocou a ficha no nº 1? Conseguiu atravessar? Por quê?
Qual a melhor forma de distribuir as fichas no tabuleiro? Ocupando todas as casas ou apenas algumas? Por quê?

DIREITOS DE APRENDIZAGEM DE MATEMÁTICA CONTEMPLADOS

Utilizar diferentes estratégias para quantificar e comunicar quantidades de elementos de uma coleção, utilizando a linguagem oral,... Nas brincadeiras em situações nas quais as crianças reconheçam sua necessidade: contagem oral, pareamento, estimativa e correspondência de agrupamento.
Associar a denominação do número a sua respectiva representação simbólica.

RELATO SOBRE O JOGO TRAVESSIA DO RIO

1º ano A – Profª Marli e 1º ano B - Profª Silvania

Cada turma é composta de 14 alunos dividida em quatro mesas.
No dia que a turma A realizou a atividade estava com 10 alunos. Foram organizadas as duplas e cada dupla recebeu as orientações. Os alunos estavam com grande expectativa.
 A primeira situação a notar era que não era viável usar um copo com tampa contendo os dois dados, pois, os alunos tinham a necessidade de tocar em cada pontinho para fazer a soma. Percebe-se que o concreto está bem presente em todos os alunos. A segunda situação era que uma dupla buscava uma estratégia diferente,ou seja, observava onde eram colocadas as fichas do adversário e colocavam diferentes, como se isto dificultasse o jogo do outro.
Apenas um aluno não preencheu a casa um na primeira rodada do jogo, porém percebe-se que foi por acaso. È interessante relatar que a primeira dupla a “terminar” o jogo, uma das participantes disse:
___Tia, eu já ganhei.
Quando olhei as duas alunas tinham atravessado todas as suas para o outro lado do rio, mas continuavam com fichas na casa 1. Nisto perguntei:
___ E estas na casa um?
___ Ah, é só um restinho!! – falou balançando uma das mãos.
___ Vamos continuar o jogo? Por que será que vocês não acertaram a casa um? Vejam para acertar a casa 2 como os dados ficaram?
Elas colocaram dados posicionados: 1+1.
Neste momento chega a Silvania na sala e observa a situação e pergunta:
___ Então, o que deve fazer para chegar o 1?
___ Só se ficar um dado, um para mim e outro para ela.
___ Mas assim, não pode. Vocês têm que pensar mais um pouco.
Logo depois começou o recreio. Ao retornarmos do recreio retomamos coletivamente uma vez que todos estavam na mesma situação. E daí chegaram a conclusão que se poderia fechar o jogo com a organização das fichas no início sem preencher a casa 1.
Fizemos coletivamente as regras do jogo, tendo a professora como copista e os alunos registraram no caderno. Combinamos em outro dia jogarmos novamente.
No dia em que a turma B realizou o jogo estavam presentes 12 alunos. Primeiramente o jogo foi apresentado na roda a toda turma com suas respectivas regras, em seguida foram organizadas as duplas e cada dupla recebeu as orientações. Os alunos estavam ansiosos para começar a jogar.
Todos os alunos distribuíram as fichas em todas as casas.
No desenvolvimento do jogo foi possível observar que os alunos não percebem a sequência numérica, pois procuravam o resultado sem observar a ordem no tabuleiro; não percebiam que cada resultado só poderia ser atravessado uma única vez se só tivesse uma ficha no número, pois ficavam procurando a ficha do número que já tinha sido atravessado.
Quando só ficou ficha na casa 1, cada grupo reagiu de uma forma diferente:
Um grupo colocou todas as fichas de volta as casas para reiniciar o jogo achando que já tinha terminado. Quando questionei o porquê eles falaram que não dava para sair o número 1 só se cada dupla ficasse com um dado. Retomei a regra da distribuição das cartas e eles sugeriram jogar novamente sem colocar fichas no número 1. (este grupo conseguiu concluir a segunda rodada)
No segundo grupo, uma dupla tirou 1 em um dado e 4 no outro, imediatamente escondeu o dado em que tinha tirado o quatro e deixou o outro para poder atravessar. Então, retomei a regra da distribuição das cartas e sugeri que recomeçassem, eles fizeram, mas não conseguiram concluir.
No terceiro grupo, na mesma situação de atravessar a ficha da casa 1, um aluno perguntou: “só pode ser 1 a 1 é?”. Então peguei os dois dados e coloquei a quantidade 1 nos dois e perguntei quanto ficava, eles disseram que era 2 e então não podia atravessar. Mais uma vez retomei a regra de distribuição das cartas para que eles pudessem jogar novamente. Este grupo também não conseguiu concluir.

É uma turma muito inquieta com um tempo de concentração muito curto acredito que este pode ter sido um dos motivos pelos quais eles não conseguiram concluir o jogo, eles perdem o interesse muito rápido pelas atividades e este jogo exige mais tempo do que eles conseguem se concentrar nesse momento.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

PLANEJAMENTO PEDAGÓGICO COM VALORES HUMANOS


 

PLANEJAMENTO PEDAGÓGICO COM VALORES HUMANOS
 
 
 Valor absoluto: Amor                Valores relacionados: Compaixão/generosidade

 
Conceito(s) do(s) subvalor(es): Perceber a velhice como um processo natural do ser humano.
 

Objetivos didáticos: Conduzir os alunos perceberem que a velhice faz parte da vida do ser humano e que deve ser tratada com dignidade.

 
Harmonização: Visualização criativa – O mar.

 
Provérbio/Frase: “Se queres prever o futuro, estuda o passado” (Confúcio)
 

Conto: O pai e o filho.
 

Canto em grupo: Meu querido, meu velho, meu amigo.

                              Composição: Roberto Carlos e Roberto Carlos
 

Atividade em grupo:

Dramatização do conto.

Painel: Socialização de cartazes (trabalho em grupo) sobre a convivência com o idoso.

Visita ao Asilo de idosos em Bebedouro.
 

Observações: Faixa etária dos alunos: 10 a 15 anos. Alunos do 5º ano que em sua maioria foram educados ou vivem com os avós.

Música: Meu Querido, Meu Velho, Meu Amigo


Meu Querido, Meu Velho, Meu Amigo

 


Composição: Roberto Carlos e Erasmo Carlos

 

Esses seus cabelos brancos, bonitos, esse olhar cansado, profundo
Me dizendo coisas, num grito, me ensinando tanto do mundo...
E esses passos lentos, de agora, caminhando sempre comigo,
Já correram tanto na vida,
Meu querido, meu velho, meu amigo
Sua vida cheia de histórias e essas rugas marcadas pelo tempo,
Lembranças de antigas vitórias ou lágrimas choradas, ao vento...
Sua voz macia me acalma e me diz muito mais do que eu digo
Me calando fundo na alma
Meu querido, meu velho, meu amigo
Seu passado vive presente nas experiências
Contidas nesse coração, consciente da beleza das coisas da vida.
Seu sorriso franco me anima, seu conselho certo me ensina,
Beijo suas mãos e lhe digo
Meu querido, meu velho, meu amigo
Eu já lhe falei de tudo,
Mas tudo isso é pouco
Diante do que sinto...
Olhando seus cabelos, tão bonitos,
Beijo suas mãos e digo
Meu querido, meu velho, meu amigo

 

Atividade Pedagógica com Valores Humanos - Tema: Idosos


Escola Municipal Dom Miguel Fenelon Câmara               

5º ano B                                Professora Marli                Data: ____/ ____ /______

Aluno (a): ______________________________________

 

Atividade Pedagógica com Valores Humanos

Conto: Pai e filho

(Autor desconhecido)

 
Há muito, muito tempo atrás, conta-se que em uma aldeia distante na Europa tinha-se o costume de levar para a floresta cada idoso que não tivesse condições de trabalhar ou que dependesse de alguém para sobreviver. Assim o filho mais velho levaria seu pai ou sua mãe para uma floresta e o deixaria ali viver até os seus últimos dias de vida.

Seguindo este costume, certo filho ia levando seu pai a uma floresta próxima de sua aldeia. Quando já estava chegando ao seu destino, no caso, no centro da floresta o pai perguntou ao filho:

__ Onde está seu manto? Pois hoje está muito frio!

__ Eu esqueci e não tenho tanto frio que necessite dele! – respondeu o filho.

Diante desta resposta, o pai pediu à faca que o filho levava e dividiu o seu manto ao meio e falou:

__ Leve com você este pedaço de manto. Você vai precisar dele quando o teu filho te trouxer para esta floresta em sua velhice.

Nisto, o filho parou, pensou e levou de volta seu pai para a aldeia. Logo depois, procurou conversou com os mais sábios do vilarejo sobre este costume e a partir daí, cessou o hábito de deixarem os velhos na floresta no final de seus dias.

 

Perguntas de compreensão:

·         Quais os personagens?

·         O que eles estão fazendo?

·         O que o pai faz no meio da floresta?

·         Qual o motivo dessa ação?

·         Quando o filho muda de idéia?

·         O que o filho fez para mudar o costume da aldeia?

Perguntas de raciocínio:

·         Por que o filho levou o pai para a floresta?

·         Por que o filho muda de idéia?

·         Por que ele resolveu conversar com os sábios da aldeia?

Perguntas de sentimentos:

·         No início da história como pai e filho reagem diante do costume da aldeia?

·         Que sentimento o pai demonstrou ao dividir o manto?

·         Que sentimento o filho teve ao se ver idoso?

·         Você concorda com o costume da aldeia? Por quê?

·         É bom viver com pessoas idosas? Por quê?

 

A HISTÓRIA DO LÁPIS


Escola Municipal Dom Miguel Fenelon Câmara

5º ano B                 Professora Marli                         Data: ____/ ____ /______


Aluno (a): ______________________________________

 
         


(Autor desconhecido)

 

O menino olhava a mãe escrevendo numa folha. A certa altura, perguntou:

__ Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco? E por acaso, é uma história sobre mim?
              A mãe parou e comentou com o filho:

__ Estou escrevendo sobre você; é verdade. Entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse.

O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.
              __ Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!

__ Tudo depende do modo como você olha as coisas. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma boa pessoa.

"Primeira qualidade: você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos. Esta mão é Deus, e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade".

"Segunda qualidade: de vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar alguns problemas, porque elas o farão ser uma pessoa melhor".

"Terceira qualidade: o lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos ou falamos não é algo ruim, devemos saber quando pedir desculpas”.

"Quarta qualidade: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você". Tenha bons pensamentos e assim terá boas atitudes.

"Finalmente, a quinta qualidade do lápis: ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer irá marcar sua vida, assim viva bem para ter sempre boas lembranças.

 

ATIVIDADE DE ENSINO RELIGIOSO (em dupla)

 

1)      Cite um exemplo que aconteceu com você a primeira qualidade do Lápis.

2)      Em que situação que você passou que demonstra a segunda qualidade do Lápis.

3)      Escreva uma situação em que você teve que “usar a borracha para apagar algo de errado”.

4)      O que você pode fazer para ter a quarta qualidade do lápis? Dê cinco exemplos.

5)      Se você fosse o lápis que boas marcas, ou seja, qualidades que você deixaria? Cite cinco qualidades.

6)      Ilustre e escreva em um cartaz as cinco qualidades do Lápis que uma pessoa pode ter no seu cotidiano.


terça-feira, 20 de maio de 2014

MÚSICA: FICO ASSIM SEM VOCÊ ( Adriana Calcanhoto)


 
FICO ASSIM SEM VOCÊ
 
 
Avião sem asa,
fogueira sem brasa,
sou eu assim sem você.
Futebol sem bola,
Piu-piu sem Frajola,
sou eu assim sem você.

Por que é que tem que ser assim
se o meu desejo não tem fim.
Eu te quero a todo instante nem mil auto falantes
vão poder falar por mim.

Amor sem beijinho,
Bochecha sem Claudinho,
sou eu assim sem você.
Circo sem palhaço,
namoro sem amasso,
sou eu assim sem você

Tô louca pra te ver chegar,
Tô louca pra te ter nas mãos.
Deitar no teu abraço,
Retomar o pedaço que falta no meu coração.

Eu não existo longe de você
e a solidão é o meu pior castigo.
Eu conto as horas pra poder te ver
mas o relógio tá de mal comigo
Por quê?
Por quê?

Neném sem chupeta,
Romeu sem Julieta,
sou eu assim sem você.
Carro sem estrada,
queijo sem goiabada,
sou eu assim sem você

Por que é que tem que ser assim
se o meu desejo não tem fim.
Eu te quero a todo instante nem mil auto falantes vão poder
falar por mim

Eu não existo longe de você
e a solidão é o meu pior castigo.
Eu conto as horas pra poder te ver
mas o relógio tá de mal comigo.(2x)
 
 
Compositor: Original de Claudinho
Esta é uma regravação da música de Claudinho & Buchecha


 

 

MÚSICA: FAMÍLA ( Titãs)


Família


Família, família
Papai, mamãe, titia,
Família, família
Almoça junto todo dia,
Nunca perde essa mania
Mas quando a filha quer fugir de casa
Precisa descolar um ganha-pão
Filha de família se não casa
Papai, mamãe, não dão nenhum tostão
Família êh!
Família áh!

Família
Família, família
Vovô, vovó, sobrinha
Família, família
Janta junto todo dia,
Nunca perde essa mania
Mas quando o nenê fica doente
Procura uma farmácia de plantão
O choro do nenê é estridente
Assim não dá pra ver televisão
Família êh!
Família áh!

Família
Família, família,
Cachorro, gato, galinha
Família, família,
Vive junto todo dia,
Nunca perde essa mania
A mãe morre de medo de barata
O pai vive com medo de ladrão
Jogaram inseticida pela casa
Botaram um cadeado no portão
Família ê

Família á
Família


 

O DONO DA BOLA (Ruth Rocha)


O DONO DA BOLA

             Caloca é um amigo legal. Mas nem sempre ele foi assim, não. Antigamente ele era o menino mais enjoado de toda a rua. E não se chamava Caloca.O nome dele era Carlos Alberto.

            E sabem por que ele era assim tão enjoado? Eu não tenho certeza, mas acho que porque ele é o dono da bola.

            Caloca morava na casa mais bonita da nossa rua. Os brinquedos que Caloca tinha, vocês não podem imaginar. Caloca só não tinha amigos. Porque ele brigava com todo o mundo. Não deixava ninguém brincar com os brinquedos dele. Mas futebol ele tinha que jogar com a gente, porque futebol não se pode jogar sozinho.

            O nosso time estava cheio de amigos. O que nós não tínhamos era bola de futebol. Só bola de meia, mas não é a mesma coisa. Bom mesmo é bola como a de Caloca.

            Mas, toda a vez que a gente ia jogar bola com Caloca, acontecia à mesma coisa, só o juiz marcar qualquer falta do Caloca que ele gritava logo:

            __ Assim eu não jogo mais! Dá aqui minha bola!

            __ Ah, Caloca, não vá embora, tenha espírito esportivo, jogo é jogo...

            __ Espírito esportivo, nada! Berrava Caloca. -E não me chame de Caloca, meu nome é Carlos Alberto!

            E, assim, Carlos Alberto acabava como todo que era jogo.

            Todas as vezes que o Carlos Alberto fazia isso, ele acabava voltando e dando um jeitinho de entrar no time de novo. Mas, daquela vez, nós estávamos por aqui com ele. A primeira vez que ele veio ver os treinos, ninguém ligou.

            Um dia, nós ouvimos dizer que o Carlos Alberto estava jogando no time do “ Faz “– de –Conta”, que é um time lá da rua de cima. Mas foi por pouco tempo. A primeira vez que ele quis carregar a bola no melhor do jogo, como fazia conosco, se deu muito mal... O time do  “Faz –de –Conta”correu atrás dele e ele só não apanhou porque se escondeu na casa do Batata.

            Aí o Carlos Alberto resolveu jogar a bola sozinho. A gente passava pela casa dele e via. Ele batia  bola com a parede. Acho que a parede era o único amigo que ele tinha. Mas eu acho que jogar com a parede não deve ser muito divertido que depois de três dias, o Carlos Alberto não aguentou mais, apareceu lá no campinho, mas não houve acerto...

            E Carlos Alberto continuou sozinho. Mas eu acho que ele já não estava aguentando de estar sempre sozinho.

            Na quarta- feira, mais ou menos no terceiro treino, lá veio ele com a bola debaixo do braço.

            __ Oi, turma, que tal jogar com uma bola de verdade?

            Nós estávamos loucos para jogar com a bola dele. Mas não podíamos dar o braço a torcer.

            __ Olha, Carlos Alberto, você apareça em outra hora. Agora nós precisamos treinar - disse Catapimba.

            __ Mas eu quero dar a bola ao time. De verdade!

            Nós todos estávamos espantados:

            __ E você nunca mais pode levar embora?

            __ E o que você quer em troca?

            __ Eu só quero jogar com vocês...

            __ Viva o Carlos Alberto!

            __ Viva!

            Então o Carlos Alberto gritou:

            __ Ei, pessoal, não me chamem de Carlos Alberto! Podem me chamar de Caloca!

 

(Rocha, Ruth In: Marcelo, marmelo, martelo e outras histórias. Rio de janeiro: Salamandra, 1976).

 

segunda-feira, 17 de março de 2014

10 MANDAMENTOS DA POSSE RESPONSÁVEL DE ANIMAIS

10 MANDAMENTOS DA POSSE RESPONSÁVEL DE ANIMAIS

01- Antes de adquirir um animal, considere que seu tempo médio de vida é de 12 anos. Pergunte à família se todos estão de acordo, se há recursos necessários para mantê-lo e verifique quem cuidará dele nas férias ou feriados prolongados.

02- Adote animais de abrigos públicos e privados (vacinados e castrados), em vez de comprar por impulso.

03- Informe-se sobre as características e necessidades a espécie escolhida – tamanho, peculiaridades, espaço físico.

04- Mantenha seu animal sempre dentro de casa, jamais solto na rua. Para os cães, passeios são fundamentais, mas apenas com coleira/guia e conduzido por quem possa contê-lo.

05- Cuide da saúde física do animal. Forneça abrigo, alimento, vacinas e leve-os regularmente ao veterinário. Dê banho, escove e exercite-o regularmente.

06- Zele pela saúde psicológica do animal. Dê atenção, carinho e ambiente adequado a ele.

07- Eduque o animal, se necessário, por meio de adestramento, mas respeite suas características.

08- Recolha e jogue os dejetos (cocô) em local apropriado.

09- Identifique o animal com plaqueta contendo o nome, endereço e o nome do dono.

10- Evite as crias indesejadas de cães e gatos. Castre os machos e fêmeas. A castração é a única medida definitiva no controle da procriação e não tem contra-indicações.


Fonte: Cento de controle e Zoonoses. Núcleo de Educação em Saúde para as Zoonoses. Prefeitura de Maceió- Al – 2013.