Construindo noções cartográficas

Construindo noções cartográficas
Maquete da sala de aula com sucata

quarta-feira, 9 de julho de 2014

PLANEJAMENTO PEDAGÓGICO COM VALORES HUMANOS


 

PLANEJAMENTO PEDAGÓGICO COM VALORES HUMANOS
 
 
 Valor absoluto: Amor                Valores relacionados: Compaixão/generosidade

 
Conceito(s) do(s) subvalor(es): Perceber a velhice como um processo natural do ser humano.
 

Objetivos didáticos: Conduzir os alunos perceberem que a velhice faz parte da vida do ser humano e que deve ser tratada com dignidade.

 
Harmonização: Visualização criativa – O mar.

 
Provérbio/Frase: “Se queres prever o futuro, estuda o passado” (Confúcio)
 

Conto: O pai e o filho.
 

Canto em grupo: Meu querido, meu velho, meu amigo.

                              Composição: Roberto Carlos e Roberto Carlos
 

Atividade em grupo:

Dramatização do conto.

Painel: Socialização de cartazes (trabalho em grupo) sobre a convivência com o idoso.

Visita ao Asilo de idosos em Bebedouro.
 

Observações: Faixa etária dos alunos: 10 a 15 anos. Alunos do 5º ano que em sua maioria foram educados ou vivem com os avós.

Música: Meu Querido, Meu Velho, Meu Amigo


Meu Querido, Meu Velho, Meu Amigo

 


Composição: Roberto Carlos e Erasmo Carlos

 

Esses seus cabelos brancos, bonitos, esse olhar cansado, profundo
Me dizendo coisas, num grito, me ensinando tanto do mundo...
E esses passos lentos, de agora, caminhando sempre comigo,
Já correram tanto na vida,
Meu querido, meu velho, meu amigo
Sua vida cheia de histórias e essas rugas marcadas pelo tempo,
Lembranças de antigas vitórias ou lágrimas choradas, ao vento...
Sua voz macia me acalma e me diz muito mais do que eu digo
Me calando fundo na alma
Meu querido, meu velho, meu amigo
Seu passado vive presente nas experiências
Contidas nesse coração, consciente da beleza das coisas da vida.
Seu sorriso franco me anima, seu conselho certo me ensina,
Beijo suas mãos e lhe digo
Meu querido, meu velho, meu amigo
Eu já lhe falei de tudo,
Mas tudo isso é pouco
Diante do que sinto...
Olhando seus cabelos, tão bonitos,
Beijo suas mãos e digo
Meu querido, meu velho, meu amigo

 

Atividade Pedagógica com Valores Humanos - Tema: Idosos


Escola Municipal Dom Miguel Fenelon Câmara               

5º ano B                                Professora Marli                Data: ____/ ____ /______

Aluno (a): ______________________________________

 

Atividade Pedagógica com Valores Humanos

Conto: Pai e filho

(Autor desconhecido)

 
Há muito, muito tempo atrás, conta-se que em uma aldeia distante na Europa tinha-se o costume de levar para a floresta cada idoso que não tivesse condições de trabalhar ou que dependesse de alguém para sobreviver. Assim o filho mais velho levaria seu pai ou sua mãe para uma floresta e o deixaria ali viver até os seus últimos dias de vida.

Seguindo este costume, certo filho ia levando seu pai a uma floresta próxima de sua aldeia. Quando já estava chegando ao seu destino, no caso, no centro da floresta o pai perguntou ao filho:

__ Onde está seu manto? Pois hoje está muito frio!

__ Eu esqueci e não tenho tanto frio que necessite dele! – respondeu o filho.

Diante desta resposta, o pai pediu à faca que o filho levava e dividiu o seu manto ao meio e falou:

__ Leve com você este pedaço de manto. Você vai precisar dele quando o teu filho te trouxer para esta floresta em sua velhice.

Nisto, o filho parou, pensou e levou de volta seu pai para a aldeia. Logo depois, procurou conversou com os mais sábios do vilarejo sobre este costume e a partir daí, cessou o hábito de deixarem os velhos na floresta no final de seus dias.

 

Perguntas de compreensão:

·         Quais os personagens?

·         O que eles estão fazendo?

·         O que o pai faz no meio da floresta?

·         Qual o motivo dessa ação?

·         Quando o filho muda de idéia?

·         O que o filho fez para mudar o costume da aldeia?

Perguntas de raciocínio:

·         Por que o filho levou o pai para a floresta?

·         Por que o filho muda de idéia?

·         Por que ele resolveu conversar com os sábios da aldeia?

Perguntas de sentimentos:

·         No início da história como pai e filho reagem diante do costume da aldeia?

·         Que sentimento o pai demonstrou ao dividir o manto?

·         Que sentimento o filho teve ao se ver idoso?

·         Você concorda com o costume da aldeia? Por quê?

·         É bom viver com pessoas idosas? Por quê?

 

A HISTÓRIA DO LÁPIS


Escola Municipal Dom Miguel Fenelon Câmara

5º ano B                 Professora Marli                         Data: ____/ ____ /______


Aluno (a): ______________________________________

 
         


(Autor desconhecido)

 

O menino olhava a mãe escrevendo numa folha. A certa altura, perguntou:

__ Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco? E por acaso, é uma história sobre mim?
              A mãe parou e comentou com o filho:

__ Estou escrevendo sobre você; é verdade. Entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse.

O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.
              __ Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!

__ Tudo depende do modo como você olha as coisas. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma boa pessoa.

"Primeira qualidade: você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos. Esta mão é Deus, e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade".

"Segunda qualidade: de vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar alguns problemas, porque elas o farão ser uma pessoa melhor".

"Terceira qualidade: o lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos ou falamos não é algo ruim, devemos saber quando pedir desculpas”.

"Quarta qualidade: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você". Tenha bons pensamentos e assim terá boas atitudes.

"Finalmente, a quinta qualidade do lápis: ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer irá marcar sua vida, assim viva bem para ter sempre boas lembranças.

 

ATIVIDADE DE ENSINO RELIGIOSO (em dupla)

 

1)      Cite um exemplo que aconteceu com você a primeira qualidade do Lápis.

2)      Em que situação que você passou que demonstra a segunda qualidade do Lápis.

3)      Escreva uma situação em que você teve que “usar a borracha para apagar algo de errado”.

4)      O que você pode fazer para ter a quarta qualidade do lápis? Dê cinco exemplos.

5)      Se você fosse o lápis que boas marcas, ou seja, qualidades que você deixaria? Cite cinco qualidades.

6)      Ilustre e escreva em um cartaz as cinco qualidades do Lápis que uma pessoa pode ter no seu cotidiano.


terça-feira, 20 de maio de 2014

MÚSICA: FICO ASSIM SEM VOCÊ ( Adriana Calcanhoto)


 
FICO ASSIM SEM VOCÊ
 
 
Avião sem asa,
fogueira sem brasa,
sou eu assim sem você.
Futebol sem bola,
Piu-piu sem Frajola,
sou eu assim sem você.

Por que é que tem que ser assim
se o meu desejo não tem fim.
Eu te quero a todo instante nem mil auto falantes
vão poder falar por mim.

Amor sem beijinho,
Bochecha sem Claudinho,
sou eu assim sem você.
Circo sem palhaço,
namoro sem amasso,
sou eu assim sem você

Tô louca pra te ver chegar,
Tô louca pra te ter nas mãos.
Deitar no teu abraço,
Retomar o pedaço que falta no meu coração.

Eu não existo longe de você
e a solidão é o meu pior castigo.
Eu conto as horas pra poder te ver
mas o relógio tá de mal comigo
Por quê?
Por quê?

Neném sem chupeta,
Romeu sem Julieta,
sou eu assim sem você.
Carro sem estrada,
queijo sem goiabada,
sou eu assim sem você

Por que é que tem que ser assim
se o meu desejo não tem fim.
Eu te quero a todo instante nem mil auto falantes vão poder
falar por mim

Eu não existo longe de você
e a solidão é o meu pior castigo.
Eu conto as horas pra poder te ver
mas o relógio tá de mal comigo.(2x)
 
 
Compositor: Original de Claudinho
Esta é uma regravação da música de Claudinho & Buchecha


 

 

MÚSICA: FAMÍLA ( Titãs)


Família


Família, família
Papai, mamãe, titia,
Família, família
Almoça junto todo dia,
Nunca perde essa mania
Mas quando a filha quer fugir de casa
Precisa descolar um ganha-pão
Filha de família se não casa
Papai, mamãe, não dão nenhum tostão
Família êh!
Família áh!

Família
Família, família
Vovô, vovó, sobrinha
Família, família
Janta junto todo dia,
Nunca perde essa mania
Mas quando o nenê fica doente
Procura uma farmácia de plantão
O choro do nenê é estridente
Assim não dá pra ver televisão
Família êh!
Família áh!

Família
Família, família,
Cachorro, gato, galinha
Família, família,
Vive junto todo dia,
Nunca perde essa mania
A mãe morre de medo de barata
O pai vive com medo de ladrão
Jogaram inseticida pela casa
Botaram um cadeado no portão
Família ê

Família á
Família


 

O DONO DA BOLA (Ruth Rocha)


O DONO DA BOLA

             Caloca é um amigo legal. Mas nem sempre ele foi assim, não. Antigamente ele era o menino mais enjoado de toda a rua. E não se chamava Caloca.O nome dele era Carlos Alberto.

            E sabem por que ele era assim tão enjoado? Eu não tenho certeza, mas acho que porque ele é o dono da bola.

            Caloca morava na casa mais bonita da nossa rua. Os brinquedos que Caloca tinha, vocês não podem imaginar. Caloca só não tinha amigos. Porque ele brigava com todo o mundo. Não deixava ninguém brincar com os brinquedos dele. Mas futebol ele tinha que jogar com a gente, porque futebol não se pode jogar sozinho.

            O nosso time estava cheio de amigos. O que nós não tínhamos era bola de futebol. Só bola de meia, mas não é a mesma coisa. Bom mesmo é bola como a de Caloca.

            Mas, toda a vez que a gente ia jogar bola com Caloca, acontecia à mesma coisa, só o juiz marcar qualquer falta do Caloca que ele gritava logo:

            __ Assim eu não jogo mais! Dá aqui minha bola!

            __ Ah, Caloca, não vá embora, tenha espírito esportivo, jogo é jogo...

            __ Espírito esportivo, nada! Berrava Caloca. -E não me chame de Caloca, meu nome é Carlos Alberto!

            E, assim, Carlos Alberto acabava como todo que era jogo.

            Todas as vezes que o Carlos Alberto fazia isso, ele acabava voltando e dando um jeitinho de entrar no time de novo. Mas, daquela vez, nós estávamos por aqui com ele. A primeira vez que ele veio ver os treinos, ninguém ligou.

            Um dia, nós ouvimos dizer que o Carlos Alberto estava jogando no time do “ Faz “– de –Conta”, que é um time lá da rua de cima. Mas foi por pouco tempo. A primeira vez que ele quis carregar a bola no melhor do jogo, como fazia conosco, se deu muito mal... O time do  “Faz –de –Conta”correu atrás dele e ele só não apanhou porque se escondeu na casa do Batata.

            Aí o Carlos Alberto resolveu jogar a bola sozinho. A gente passava pela casa dele e via. Ele batia  bola com a parede. Acho que a parede era o único amigo que ele tinha. Mas eu acho que jogar com a parede não deve ser muito divertido que depois de três dias, o Carlos Alberto não aguentou mais, apareceu lá no campinho, mas não houve acerto...

            E Carlos Alberto continuou sozinho. Mas eu acho que ele já não estava aguentando de estar sempre sozinho.

            Na quarta- feira, mais ou menos no terceiro treino, lá veio ele com a bola debaixo do braço.

            __ Oi, turma, que tal jogar com uma bola de verdade?

            Nós estávamos loucos para jogar com a bola dele. Mas não podíamos dar o braço a torcer.

            __ Olha, Carlos Alberto, você apareça em outra hora. Agora nós precisamos treinar - disse Catapimba.

            __ Mas eu quero dar a bola ao time. De verdade!

            Nós todos estávamos espantados:

            __ E você nunca mais pode levar embora?

            __ E o que você quer em troca?

            __ Eu só quero jogar com vocês...

            __ Viva o Carlos Alberto!

            __ Viva!

            Então o Carlos Alberto gritou:

            __ Ei, pessoal, não me chamem de Carlos Alberto! Podem me chamar de Caloca!

 

(Rocha, Ruth In: Marcelo, marmelo, martelo e outras histórias. Rio de janeiro: Salamandra, 1976).

 

segunda-feira, 17 de março de 2014

10 MANDAMENTOS DA POSSE RESPONSÁVEL DE ANIMAIS

10 MANDAMENTOS DA POSSE RESPONSÁVEL DE ANIMAIS

01- Antes de adquirir um animal, considere que seu tempo médio de vida é de 12 anos. Pergunte à família se todos estão de acordo, se há recursos necessários para mantê-lo e verifique quem cuidará dele nas férias ou feriados prolongados.

02- Adote animais de abrigos públicos e privados (vacinados e castrados), em vez de comprar por impulso.

03- Informe-se sobre as características e necessidades a espécie escolhida – tamanho, peculiaridades, espaço físico.

04- Mantenha seu animal sempre dentro de casa, jamais solto na rua. Para os cães, passeios são fundamentais, mas apenas com coleira/guia e conduzido por quem possa contê-lo.

05- Cuide da saúde física do animal. Forneça abrigo, alimento, vacinas e leve-os regularmente ao veterinário. Dê banho, escove e exercite-o regularmente.

06- Zele pela saúde psicológica do animal. Dê atenção, carinho e ambiente adequado a ele.

07- Eduque o animal, se necessário, por meio de adestramento, mas respeite suas características.

08- Recolha e jogue os dejetos (cocô) em local apropriado.

09- Identifique o animal com plaqueta contendo o nome, endereço e o nome do dono.

10- Evite as crias indesejadas de cães e gatos. Castre os machos e fêmeas. A castração é a única medida definitiva no controle da procriação e não tem contra-indicações.


Fonte: Cento de controle e Zoonoses. Núcleo de Educação em Saúde para as Zoonoses. Prefeitura de Maceió- Al – 2013.

terça-feira, 4 de março de 2014

BIOGRAFIA DE LINDA MASCARENHAS

Em cena, seja no palco ou na vida real, Linda Mascarenhas tinha nos olhos o brilho de uma guerreira. Ao longo de sua existência, lutou corajosamente contra todas as formas de desrespeito aos direitos humanos, seja nos papéis de atriz, teatróloga ou líder feminista.
Sua primeira atuação se deu na Federação Alagoana para o Progresso Feminino, iniciando, na década de 30, um núcleo de discussão sobre direitos de deveres da mulher no processo de transformação político-social. Mas os voos mais altos, as maiores conquistas, vieram da atuação no teatro.
Embora tímida, possuía forte tendência à liderança e ao pioneirismo. Esses traços marcantes, aliado ao seu jeito afável de ser, a tornara a principal responsável pela explosão dos primeiros grupos teatrais em sua terá natal: o Teatros de Amadores de Maceió e a Associação Teatral de Alagoas. À frente dessas trupes, dirigiu inúmeras peças, destacando-se Conflito íntimo, marco de sua carreira como teatróloga.
Essa entrega arrebatada ao amor ao teatro, a estréia como atriz aos 61 anos de idade, a forma generosa de buscar novos talentos, a coragem de romper as amarras do preconceito, fazem de Lina Mascarenhas a personagem principal na história das artes cênicas em Alagoas.


Cronologia (nascimento/morte)

1895 - em Maceió, no dia 14 de maio.
1991 -  em Maceió, em 09 de junho.

Fonte: Agenda SEMED – Maceió- Al – 2003.

BIOGRAFIA DE NISE DA SILVEIRA


Opondo-se a práticas ortodoxas, a médica Nise da Silveira libertou os doentes mentais das amarras do eletrochoque, pondo em suas mãos telas e pincéis. Inspirada nos conceitos de Jung, essa mulher franzina, de espírito aguerrido, revolucionou a história da psiquiatria no Brasil, empregando métodos inovadores no tratamento dos distúrbios da mente.
Para ela, o exercício artístico resgatava do inconsciente as imagens mais profundas, que, depois de interpretadas, davam ao médico pistas importantes sobre o estado emocional do paciente. Essa descoberta teve como desdobramento a fundação, em 1952, do Museu Imagens do Inconsciente, no Rio de Janeiro, que conta atualmente com mais de 350 mil obras.
Em 1956, funda outra instituição, a Casa da Palmeira, com objetivo de facilitar a adaptação ao meio social de pacientes que deixaram os hospitais psiquiátricos. Seu trabalho seve ainda hoje de modelo para a abertura de espaços psiquiátricos mais humanizados dentro e fora do Brasil.
Acreditava no poder do afeto como forma de acelerar o processo de Aurocura, rejeitando as práticas na época, que só contribuíam para o agravamento das patologias. (...)

Cronologia (nascimento/morte)

1905 - em Maceió, a 15 de fevereiro.
1999 -  no Rio de janeiro, no mês de outubro.

Fonte: Agenda SEMED – Maceió- Al – 2003.

BIOGRAFIA DE MANUEL DIEGUES JUNIOR


Dentre os intelectuais que marcaram a história de Alagoas, figura Manuel Diegues Junior. Alagoano nascido em Maceió, fez parte da primeira geração de cientistas sociais do país, defendendo, ao lado de intelectuais como Gilberto Freire, o respeito às tradições culturais de nossa região.
Embora formado em Ciências Jurídicas e Sociais, obteve Maior destaque em seus estudos realizados na área da antropologia, sociologia e, sobretudo, do folclore.
Em “O banguê nas Alagoas”, sua obra prima, realizou uma análise profunda a respeito da importância do sistema patriarcal local no processo de formação brasileira. Realizo, além de trabalhos pertinentes ao nordeste brasileiro açucareiro, diversos estudos sobre etnias e manifestações folclóricas.
Ocupam também a lista de fundamental: Etnias e culturas no Brasil, A África na vida e na cultura do Brasil e Literatura de cordel, entre outros. Pelo conteúdo revolucionário de seus escritos, é um nome reconhecido no Brasil e exterior.

Cronologia (nascimento/morte)

1912 - em Maceió, no dia 21 de setembro.
1991 -  no Rio de Janeiro, 27 de novembro.

 Fonte: Agenda SEMED – Maceió- Al – 2003.

BIOGRAFIA DE LOURENÇO PEIXOTO


Nascido em Maceió, porém de ascendência portuguesa, Lourenço Peixoto apresentava, desde jovem, bastante afinidade com as artes. O desenvolvimento de seu talento e o aprimoramento de suas técnicas lhe conferiram uma dimensão artística gigantesca, que não se restringia a escultura em argila e madeira, ao desenho, bem como a ornamentos de bailes carnavalescos e carros alegóricos.
Primeiro pintor alagoano a contrariar os padrões da arte tradicional, Lourenço foi criador de um novo estilo de pintura, que chamou de Paralelismo. Sua ousadia lhe conferiu o perfil de artista inovador, que procurou expressar em sua obra originalidade e estilo próprio, atravessando,cesse modo, o horizonte das tendências e concepções artísticas de seu tempo.
Entre suas contribuições à sociedade alagoana, destaca-se a criação do Instituto de Belas Artes de Alagoas, posteriormente denominado Instituto de Belas Artes Rosalvo Ribeiro.


Cronologia (nascimento/morte)

1897 - em Maceió, no dia 03 de julho.
1984 -  em Maceió, no dia 27 de março.

Fonte: Agenda SEMED – Maceió- Al – 2003.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Biografia de Gustavo Rosa

ESCOLA MUNICIPAL DOM MIGUEL FENELON CÂMARA
5º ANO B               PROFESSORA MARLI              DATA: ___/ ___ /____

ALUNO(A): ___________________________________________________

BIOGRAFIA DE GUSTAVO ROSA

GUSTAVO ROSA NASCEU EM SÃO PAULO, EM 20 DEZEMBRO DE 1946.  FILHO DE ISAIAS ROSA, E DE CECÍLIA PAULA MACHADO. É PINTOR, DESENHISTA E GRAVADOR, CONSIDERADO UMA DOS MAIS CRIATIVOS ARTISTAS DE SUA GERAÇÃO. GUSTAVO ROSA LEMBRA QUE SUA PRIMEIRA RELAÇÃO COM A ARTE, OCORREU QUANDO TINHA ENTRE 3 A 4 ANOS DE IDADE. RECORDA QUE PEGOU UM CARVÃO NA LAREIRA E COMEÇOU A RABISCAR AS PAREDES BRANCAS DA CASA. COM RESPEITO AOS SEUS ANOS ESCOLARES ELE AFIRMAVA:
A ESCOLA PARA MIM ERA UM PERÍODO CONTURBADO, EU NÃO GOSTAVA DE ESTUDAR... ATÉ HOJE SINTO DIFICULDADE PARA LER UM LIVRO INTEIRO, MAS EU DESCOBRI ISSO MAIS TARDE. LÁ PARA TRÁS NÃO SE FALAVA EM DISLEXIA ... É UM PROBLEMA QUE TENHO. ENQUANTO TODO MUNDO LEVA TRÊS, QUATRO DIAS PARA LER UM LIVRO, EU LEVO UM MÊS. A MINHA COMPENSAÇÃO É A ARTE E EU TIVE SUCESSO NESTA PROFISSÃO, O QUE É MUITO DIFÍCIL. EU ME DEDICO EM TEMPO INTEGRAL. SOU AUTODIDATA, NUNCA APRENDI A DESENHAR. NASCI DESENHANDO E FUI ME APERFEIÇOANDO COM A VIDA. EU ACREDITO MUITO NA VOCAÇÃO. TANTO O CANTOR, COMO O PINTOR OU O ESCULTOR, ELE JÁ VEM COM ALGUMA COISA, QUE DEPOIS ELE APERFEIÇOA NO ESTUDO.
DONO DE UMA OBRA ALEGRE E BEM HUMORADA, GUSTAVO ROSA É MUITO PRÓXIMO DO MUNDO CORPORATIVO, SENDO CONSTANTEMENTE CONVIDADO POR INÚMERAS EMPRESAS E INSTITUIÇÕES PARA COM SUA ARTE ALAVANCAR PRODUTOS E PROJETOS. GUSTAVO NÃO PERTENCE A UMA ESCOLA ESPECÍFICA NEM SEGUE NENHUMA TENDÊNCIA OU MODISMO. CRIOU UMA OBRA PESSOAL, COM LINGUAGEM PRÓPRIA E PERSONAGENS DE UM INESGOTÁVEL HUMOR CARICATURAL. EM SUAS OBRAS EXISTE MUITA GOZAÇÃO, CRÍTICA, LUCIDEZ. DESTACA-SE PELA SUA ORIGINALIDADE. FEZ EXPOSIÇÕES EM VÁRIOS PAÍSES E DESDE 2005, GUSTAVO ROSA TINHA UM ESPAÇO PRÓPRIO PARA EXPOSIÇÕES EM SÃO PAULO. SOBRE SEU PERÍODO COM A DOENÇA ELE DISSE:
QUANDO EU RECEBI O DIAGNÓSTICO, AO INVÉS DE DRAMATIZAR E ACHAR QUE O MUNDO ACABOU, A MINHA ATITUDE FOI DE PINTAR AINDA MAIS, E COM MAIS ALEGRIA E LUCIDEZ ... O SOFRIMENTO VEM PARA TE ENSINAR A VALORIZAR DETERMINADAS COISAS QUE VOCÊ, QUANDO É SÃO NÃO DÁ VALOR. VOCÊ ENCONTRA NAS COISAS MAIS SIMPLES MANEIRAS DE SE ALEGRAR, DE SER FELIZ.
NOS SEUS ÚLTIMOS 14 ANOS LUTOU CONTRA O CÂNCER NO PÂNCREAS. FALECEU EM 12 DE NOVEMBRO DE 2013 EM SÃO PAULO.


http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2013/11/morre-em-sao-paulo-artista-plastico-gustavo-rosa.html Em18/01/14

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Poema: Motivo - Cecília Meireles

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
Sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
Não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
Se permaneço ou me desfaço,
__ não sei, não sei. Não sei se fico
Ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
__ mais nada.

Poema: Jogo de bola – Cecília Meireles

A bela bola
rola:
a bela rola do Raul.

Bola amrela,
a da Arabela.

A do Raul,
azul.

Rola a amarela
e pula a azul.

A bola é mole,
é mole e rola.

A bola é bela,
é bela e pula.

É bela, rola e pula,
É mole, amarela e azul.

A do Raul é de Arabela,
e a de Arabela é de Raul.


Poema: O pato - Vinícius de Moraes

Lá vem o Pato

Pata aqui, pata acolá

La vem o Pato

Para ver o que é que há.


O Pato pateta

Pintou o caneco

Surrou a galinha

Bateu no marreco

Pulou do poleiro

No pé do cavalo

Levou um coice

Criou um galo

Comeu um pedaço

De jenipapo

Ficou engasgado

Com dor no papo

Caiu no poço

Quebrou a tigela

Tantas fez o moço

Que foi pra panela.

A formiga e a neve

Era uma vez uma formiga que ia para o trabalho e nevava.
       A formiga ficou com uma pata presa e chamou o Sol:
                __O Sol, tu és tão forte! Ajuda-me a tirar a minha patinha da neve.
       O Sol disse que o muro era mais forte do que ele porque o tapava.
       A formiga chamou o muro que lhe disse:
  __Chama o rato que me rói e é mais forte do que eu.
       O rato disse-lhe para chamar a gata que era mais forte e que o comia.
       A gata disse à formiga para chamar a vassoura que lhe batia.
       A vassoura disse à formiga para chamar o fogo que era mais forte do que ela.
       O fogo disse:
                __Chama a neve que me apaga, é mais forte do que eu.
                __Ó neve, por favor, ajuda-me a desprender a minha patinha.
       A neve desprendeu a patinha da formiga e ela foi para a sua casa aquecer-se.

                                          História do Folclore

Quem foi Esopo?

ESOPO FOI UM FABULISTA GREGO QUE VIVEU NO SÉCULO VI A.C. PELO QUE SE CONTA, FOI ESCRAVO EM SAMOS, ILHA DA GRÉCIA, E TERIA, DEPOIS DE CONSEGUIR SUA LIBERDADE, VIAJADO AO ORIENTE.
VIVEU NA CORTE DE CRESO, MAS, POR TER CONSULTADO O ORÁCULO DE DELFOS EM NOME DO SOBERANO, FOI CONDENADO À MORTE.
 É PERSONAGEM MEIO LENDÁRIO, QUE SE REPRESENTAVA COMO INDIVÍDUO FEIO, CORCUNDA E GAGO.
ESOPO É CONSIDERADO O PAI DA FÁBULA, UM TIPO DE HISTÓRIA CURTA, CUJOS PERSONAGENS SÃO QUASE SEMPRE ANIMAIS, E QUE ENSINA COMO AGIR DE ACORDO COM O BOM SENSO E COMO SE SAIR BEM NAS SITUAÇÕES DIFÍCEIS DA VIDA.

Fábula: O leão e o rato (segunda versão)


Um Leão foi acordado por um Rato que passou correndo sobre seu rosto. Com um salto ágil ele o capturou e estava pronto para matá-lo, quando o Rato suplicou:
        __ Se o senhor poupasse minha vida, tenho certeza que poderia um dia retribuir sua bondade.
        O Leão deu uma gargalhada de desprezo e o soltou.
        Aconteceu que pouco depois disso o Leão foi capturado por caçadores que o amarraram com fortes cordas no chão.
       O Rato, reconhecendo seu rugido, se aproximou, roeu as cordas e libertou-o dizendo:
       __ O senhor achou ridículo a idéia de que eu jamais seria capaz de ajudá-lo. Nunca esperava receber de mim qualquer compensação pelo seu favor; Mas agora sabe que é possível mesmo a um Rato conceber um favor a um poderoso Leão.

                               Fábula de Esopo

Moral da História:Os pequenos amigos podem se revelar grandes aliados.