Construindo noções cartográficas

Construindo noções cartográficas
Maquete da sala de aula com sucata

segunda-feira, 17 de março de 2014

10 MANDAMENTOS DA POSSE RESPONSÁVEL DE ANIMAIS

10 MANDAMENTOS DA POSSE RESPONSÁVEL DE ANIMAIS

01- Antes de adquirir um animal, considere que seu tempo médio de vida é de 12 anos. Pergunte à família se todos estão de acordo, se há recursos necessários para mantê-lo e verifique quem cuidará dele nas férias ou feriados prolongados.

02- Adote animais de abrigos públicos e privados (vacinados e castrados), em vez de comprar por impulso.

03- Informe-se sobre as características e necessidades a espécie escolhida – tamanho, peculiaridades, espaço físico.

04- Mantenha seu animal sempre dentro de casa, jamais solto na rua. Para os cães, passeios são fundamentais, mas apenas com coleira/guia e conduzido por quem possa contê-lo.

05- Cuide da saúde física do animal. Forneça abrigo, alimento, vacinas e leve-os regularmente ao veterinário. Dê banho, escove e exercite-o regularmente.

06- Zele pela saúde psicológica do animal. Dê atenção, carinho e ambiente adequado a ele.

07- Eduque o animal, se necessário, por meio de adestramento, mas respeite suas características.

08- Recolha e jogue os dejetos (cocô) em local apropriado.

09- Identifique o animal com plaqueta contendo o nome, endereço e o nome do dono.

10- Evite as crias indesejadas de cães e gatos. Castre os machos e fêmeas. A castração é a única medida definitiva no controle da procriação e não tem contra-indicações.


Fonte: Cento de controle e Zoonoses. Núcleo de Educação em Saúde para as Zoonoses. Prefeitura de Maceió- Al – 2013.

terça-feira, 4 de março de 2014

BIOGRAFIA DE LINDA MASCARENHAS

Em cena, seja no palco ou na vida real, Linda Mascarenhas tinha nos olhos o brilho de uma guerreira. Ao longo de sua existência, lutou corajosamente contra todas as formas de desrespeito aos direitos humanos, seja nos papéis de atriz, teatróloga ou líder feminista.
Sua primeira atuação se deu na Federação Alagoana para o Progresso Feminino, iniciando, na década de 30, um núcleo de discussão sobre direitos de deveres da mulher no processo de transformação político-social. Mas os voos mais altos, as maiores conquistas, vieram da atuação no teatro.
Embora tímida, possuía forte tendência à liderança e ao pioneirismo. Esses traços marcantes, aliado ao seu jeito afável de ser, a tornara a principal responsável pela explosão dos primeiros grupos teatrais em sua terá natal: o Teatros de Amadores de Maceió e a Associação Teatral de Alagoas. À frente dessas trupes, dirigiu inúmeras peças, destacando-se Conflito íntimo, marco de sua carreira como teatróloga.
Essa entrega arrebatada ao amor ao teatro, a estréia como atriz aos 61 anos de idade, a forma generosa de buscar novos talentos, a coragem de romper as amarras do preconceito, fazem de Lina Mascarenhas a personagem principal na história das artes cênicas em Alagoas.


Cronologia (nascimento/morte)

1895 - em Maceió, no dia 14 de maio.
1991 -  em Maceió, em 09 de junho.

Fonte: Agenda SEMED – Maceió- Al – 2003.

BIOGRAFIA DE NISE DA SILVEIRA


Opondo-se a práticas ortodoxas, a médica Nise da Silveira libertou os doentes mentais das amarras do eletrochoque, pondo em suas mãos telas e pincéis. Inspirada nos conceitos de Jung, essa mulher franzina, de espírito aguerrido, revolucionou a história da psiquiatria no Brasil, empregando métodos inovadores no tratamento dos distúrbios da mente.
Para ela, o exercício artístico resgatava do inconsciente as imagens mais profundas, que, depois de interpretadas, davam ao médico pistas importantes sobre o estado emocional do paciente. Essa descoberta teve como desdobramento a fundação, em 1952, do Museu Imagens do Inconsciente, no Rio de Janeiro, que conta atualmente com mais de 350 mil obras.
Em 1956, funda outra instituição, a Casa da Palmeira, com objetivo de facilitar a adaptação ao meio social de pacientes que deixaram os hospitais psiquiátricos. Seu trabalho seve ainda hoje de modelo para a abertura de espaços psiquiátricos mais humanizados dentro e fora do Brasil.
Acreditava no poder do afeto como forma de acelerar o processo de Aurocura, rejeitando as práticas na época, que só contribuíam para o agravamento das patologias. (...)

Cronologia (nascimento/morte)

1905 - em Maceió, a 15 de fevereiro.
1999 -  no Rio de janeiro, no mês de outubro.

Fonte: Agenda SEMED – Maceió- Al – 2003.

BIOGRAFIA DE MANUEL DIEGUES JUNIOR


Dentre os intelectuais que marcaram a história de Alagoas, figura Manuel Diegues Junior. Alagoano nascido em Maceió, fez parte da primeira geração de cientistas sociais do país, defendendo, ao lado de intelectuais como Gilberto Freire, o respeito às tradições culturais de nossa região.
Embora formado em Ciências Jurídicas e Sociais, obteve Maior destaque em seus estudos realizados na área da antropologia, sociologia e, sobretudo, do folclore.
Em “O banguê nas Alagoas”, sua obra prima, realizou uma análise profunda a respeito da importância do sistema patriarcal local no processo de formação brasileira. Realizo, além de trabalhos pertinentes ao nordeste brasileiro açucareiro, diversos estudos sobre etnias e manifestações folclóricas.
Ocupam também a lista de fundamental: Etnias e culturas no Brasil, A África na vida e na cultura do Brasil e Literatura de cordel, entre outros. Pelo conteúdo revolucionário de seus escritos, é um nome reconhecido no Brasil e exterior.

Cronologia (nascimento/morte)

1912 - em Maceió, no dia 21 de setembro.
1991 -  no Rio de Janeiro, 27 de novembro.

 Fonte: Agenda SEMED – Maceió- Al – 2003.

BIOGRAFIA DE LOURENÇO PEIXOTO


Nascido em Maceió, porém de ascendência portuguesa, Lourenço Peixoto apresentava, desde jovem, bastante afinidade com as artes. O desenvolvimento de seu talento e o aprimoramento de suas técnicas lhe conferiram uma dimensão artística gigantesca, que não se restringia a escultura em argila e madeira, ao desenho, bem como a ornamentos de bailes carnavalescos e carros alegóricos.
Primeiro pintor alagoano a contrariar os padrões da arte tradicional, Lourenço foi criador de um novo estilo de pintura, que chamou de Paralelismo. Sua ousadia lhe conferiu o perfil de artista inovador, que procurou expressar em sua obra originalidade e estilo próprio, atravessando,cesse modo, o horizonte das tendências e concepções artísticas de seu tempo.
Entre suas contribuições à sociedade alagoana, destaca-se a criação do Instituto de Belas Artes de Alagoas, posteriormente denominado Instituto de Belas Artes Rosalvo Ribeiro.


Cronologia (nascimento/morte)

1897 - em Maceió, no dia 03 de julho.
1984 -  em Maceió, no dia 27 de março.

Fonte: Agenda SEMED – Maceió- Al – 2003.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Biografia de Gustavo Rosa

ESCOLA MUNICIPAL DOM MIGUEL FENELON CÂMARA
5º ANO B               PROFESSORA MARLI              DATA: ___/ ___ /____

ALUNO(A): ___________________________________________________

BIOGRAFIA DE GUSTAVO ROSA

GUSTAVO ROSA NASCEU EM SÃO PAULO, EM 20 DEZEMBRO DE 1946.  FILHO DE ISAIAS ROSA, E DE CECÍLIA PAULA MACHADO. É PINTOR, DESENHISTA E GRAVADOR, CONSIDERADO UMA DOS MAIS CRIATIVOS ARTISTAS DE SUA GERAÇÃO. GUSTAVO ROSA LEMBRA QUE SUA PRIMEIRA RELAÇÃO COM A ARTE, OCORREU QUANDO TINHA ENTRE 3 A 4 ANOS DE IDADE. RECORDA QUE PEGOU UM CARVÃO NA LAREIRA E COMEÇOU A RABISCAR AS PAREDES BRANCAS DA CASA. COM RESPEITO AOS SEUS ANOS ESCOLARES ELE AFIRMAVA:
A ESCOLA PARA MIM ERA UM PERÍODO CONTURBADO, EU NÃO GOSTAVA DE ESTUDAR... ATÉ HOJE SINTO DIFICULDADE PARA LER UM LIVRO INTEIRO, MAS EU DESCOBRI ISSO MAIS TARDE. LÁ PARA TRÁS NÃO SE FALAVA EM DISLEXIA ... É UM PROBLEMA QUE TENHO. ENQUANTO TODO MUNDO LEVA TRÊS, QUATRO DIAS PARA LER UM LIVRO, EU LEVO UM MÊS. A MINHA COMPENSAÇÃO É A ARTE E EU TIVE SUCESSO NESTA PROFISSÃO, O QUE É MUITO DIFÍCIL. EU ME DEDICO EM TEMPO INTEGRAL. SOU AUTODIDATA, NUNCA APRENDI A DESENHAR. NASCI DESENHANDO E FUI ME APERFEIÇOANDO COM A VIDA. EU ACREDITO MUITO NA VOCAÇÃO. TANTO O CANTOR, COMO O PINTOR OU O ESCULTOR, ELE JÁ VEM COM ALGUMA COISA, QUE DEPOIS ELE APERFEIÇOA NO ESTUDO.
DONO DE UMA OBRA ALEGRE E BEM HUMORADA, GUSTAVO ROSA É MUITO PRÓXIMO DO MUNDO CORPORATIVO, SENDO CONSTANTEMENTE CONVIDADO POR INÚMERAS EMPRESAS E INSTITUIÇÕES PARA COM SUA ARTE ALAVANCAR PRODUTOS E PROJETOS. GUSTAVO NÃO PERTENCE A UMA ESCOLA ESPECÍFICA NEM SEGUE NENHUMA TENDÊNCIA OU MODISMO. CRIOU UMA OBRA PESSOAL, COM LINGUAGEM PRÓPRIA E PERSONAGENS DE UM INESGOTÁVEL HUMOR CARICATURAL. EM SUAS OBRAS EXISTE MUITA GOZAÇÃO, CRÍTICA, LUCIDEZ. DESTACA-SE PELA SUA ORIGINALIDADE. FEZ EXPOSIÇÕES EM VÁRIOS PAÍSES E DESDE 2005, GUSTAVO ROSA TINHA UM ESPAÇO PRÓPRIO PARA EXPOSIÇÕES EM SÃO PAULO. SOBRE SEU PERÍODO COM A DOENÇA ELE DISSE:
QUANDO EU RECEBI O DIAGNÓSTICO, AO INVÉS DE DRAMATIZAR E ACHAR QUE O MUNDO ACABOU, A MINHA ATITUDE FOI DE PINTAR AINDA MAIS, E COM MAIS ALEGRIA E LUCIDEZ ... O SOFRIMENTO VEM PARA TE ENSINAR A VALORIZAR DETERMINADAS COISAS QUE VOCÊ, QUANDO É SÃO NÃO DÁ VALOR. VOCÊ ENCONTRA NAS COISAS MAIS SIMPLES MANEIRAS DE SE ALEGRAR, DE SER FELIZ.
NOS SEUS ÚLTIMOS 14 ANOS LUTOU CONTRA O CÂNCER NO PÂNCREAS. FALECEU EM 12 DE NOVEMBRO DE 2013 EM SÃO PAULO.


http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2013/11/morre-em-sao-paulo-artista-plastico-gustavo-rosa.html Em18/01/14

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Poema: Motivo - Cecília Meireles

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
Sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
Não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
Se permaneço ou me desfaço,
__ não sei, não sei. Não sei se fico
Ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
__ mais nada.

Poema: Jogo de bola – Cecília Meireles

A bela bola
rola:
a bela rola do Raul.

Bola amrela,
a da Arabela.

A do Raul,
azul.

Rola a amarela
e pula a azul.

A bola é mole,
é mole e rola.

A bola é bela,
é bela e pula.

É bela, rola e pula,
É mole, amarela e azul.

A do Raul é de Arabela,
e a de Arabela é de Raul.


Poema: O pato - Vinícius de Moraes

Lá vem o Pato

Pata aqui, pata acolá

La vem o Pato

Para ver o que é que há.


O Pato pateta

Pintou o caneco

Surrou a galinha

Bateu no marreco

Pulou do poleiro

No pé do cavalo

Levou um coice

Criou um galo

Comeu um pedaço

De jenipapo

Ficou engasgado

Com dor no papo

Caiu no poço

Quebrou a tigela

Tantas fez o moço

Que foi pra panela.

A formiga e a neve

Era uma vez uma formiga que ia para o trabalho e nevava.
       A formiga ficou com uma pata presa e chamou o Sol:
                __O Sol, tu és tão forte! Ajuda-me a tirar a minha patinha da neve.
       O Sol disse que o muro era mais forte do que ele porque o tapava.
       A formiga chamou o muro que lhe disse:
  __Chama o rato que me rói e é mais forte do que eu.
       O rato disse-lhe para chamar a gata que era mais forte e que o comia.
       A gata disse à formiga para chamar a vassoura que lhe batia.
       A vassoura disse à formiga para chamar o fogo que era mais forte do que ela.
       O fogo disse:
                __Chama a neve que me apaga, é mais forte do que eu.
                __Ó neve, por favor, ajuda-me a desprender a minha patinha.
       A neve desprendeu a patinha da formiga e ela foi para a sua casa aquecer-se.

                                          História do Folclore

Quem foi Esopo?

ESOPO FOI UM FABULISTA GREGO QUE VIVEU NO SÉCULO VI A.C. PELO QUE SE CONTA, FOI ESCRAVO EM SAMOS, ILHA DA GRÉCIA, E TERIA, DEPOIS DE CONSEGUIR SUA LIBERDADE, VIAJADO AO ORIENTE.
VIVEU NA CORTE DE CRESO, MAS, POR TER CONSULTADO O ORÁCULO DE DELFOS EM NOME DO SOBERANO, FOI CONDENADO À MORTE.
 É PERSONAGEM MEIO LENDÁRIO, QUE SE REPRESENTAVA COMO INDIVÍDUO FEIO, CORCUNDA E GAGO.
ESOPO É CONSIDERADO O PAI DA FÁBULA, UM TIPO DE HISTÓRIA CURTA, CUJOS PERSONAGENS SÃO QUASE SEMPRE ANIMAIS, E QUE ENSINA COMO AGIR DE ACORDO COM O BOM SENSO E COMO SE SAIR BEM NAS SITUAÇÕES DIFÍCEIS DA VIDA.

Fábula: O leão e o rato (segunda versão)


Um Leão foi acordado por um Rato que passou correndo sobre seu rosto. Com um salto ágil ele o capturou e estava pronto para matá-lo, quando o Rato suplicou:
        __ Se o senhor poupasse minha vida, tenho certeza que poderia um dia retribuir sua bondade.
        O Leão deu uma gargalhada de desprezo e o soltou.
        Aconteceu que pouco depois disso o Leão foi capturado por caçadores que o amarraram com fortes cordas no chão.
       O Rato, reconhecendo seu rugido, se aproximou, roeu as cordas e libertou-o dizendo:
       __ O senhor achou ridículo a idéia de que eu jamais seria capaz de ajudá-lo. Nunca esperava receber de mim qualquer compensação pelo seu favor; Mas agora sabe que é possível mesmo a um Rato conceber um favor a um poderoso Leão.

                               Fábula de Esopo

Moral da História:Os pequenos amigos podem se revelar grandes aliados.

Fábula: A lebre e a tartaruaga (segunda versão)

         
        A lebre estava se vangloriando de sua rapidez perante os outros animais da floresta.
__ Nunca perco de ninguém. Desafio todos aqui a tomar parte numa corrida comigo.
E desafiou a tartaruga.
A tartaruga disse:
 Aceito o desafio.
Todos os animais da floresta correram para não perder a corrida.
A lebre muito contente disse:
Isto parece brincadeira. Poderei dançar a sua volta, por todo o caminho.
Guarde sua presunção até ver quem ganha – recomendou a tartaruga.
A um sinal dado pelos outros animais, as duas partiram. A lebre saiu a toda velocidade.
Mais adiante, para demonstrar seu desprezo pela rival, deitou-se e tirou uma soneca.
A tartaruga continuou avançando, devagar e sempre.
Quando a lebre acordou, viu a tartaruga que já estava pertinho do ponto final, e não teve tempo de correr para chegar em primeiro lugar.
A lebre perdeu a corrida. Todos os animais da floresta comemoraram com muita alegria.
A tartaruga então disse:
Não adianta o esforço sem persistência.

Moral da história: Devagar se vai longe.

Fábula de Esopo

Leitura deleite: A primavera da lagarta - Ruth Rocha

                                                                                                             

         Já estavam todos se preparando para caçar a lagarta.
         — Abaixo a feiúra! — gritava a aranha, como se ela fosse muito bonita.
         — Morra a comilona! — exclamava o louva-a-deus como se ele não fosse comilão também.
         — Vamos acabar com a preguiçosa! — berrava a cigarra, esquecendo-se de sua fama de boa-vida.
         E lá se foram eles. Cantando e marchando.
         Um, dois, feijão com arroz... três, quatro, feijão no prato...
         Mas... a primavera havia chegado. Por toda parte havia flores na floresta. Até parecia festa...
         Os passarinhos cantavam. E as borboletas, quantas borboletas! De todas as cores, de todos os tamanhos, borboleteavam pela mata.
         E os caçadores procuravam pela lagarta.
         Um, dois... feijão com arroz...
         E perguntavam às borboletas que passavam:
         — Vocês viram a lagarta que morava na amoreira? Aquela preguiçosa, comilona, horrorosa?
         As borboletas riam, riam... Iam passando e não respondiam.
         Até que veio chegando uma linda borboleta.
         — Estão procurando a lagarta da amoreira?
         — Estamos sim! Aquela horrorosa! Comilona!
         E a borboleta bateu as asas e falou:
         — Pois sou eu...
         — Não é possível, não pode ser verdade! Você é linda!
         E a borboleta sorrindo, explicou:
         —Toda lagarta tem seu dia de borboleta. É só esperar pela primavera.







Fábula: A formiga e a pomba (segunda versão)

             Uma formiga sedenta veio a margem do rio para beber água.
           Para alcançá-la, devia descer por uma folha de grama.
           Quando assim fazia, escorregou e caiu dentro da correnteza.
         Uma pomba, pousada numa árvore próxima, viu a formiga em perigo. Rapidamente arrancou uma folha de árvore e deixou-a cair no rio, perto da formiga, que pôde subir e flutuar até a margem.
         Logo que alcançou a terra, a formiga viu um caçador de pássaros, que se escondia atrás de uma árvore, com uma rede nas mãos. Vendo a pomba em perigo, correu até o caçador e mordeu-lhe o calcanhar. A dor fez o caçador largar a rede e a pomba fugiu para um ramo mais alto.
          De lá ela arrolhou para a formiga.
          __ Obrigada, querida amiga.

Moral da história: Uma boa ação se paga com outra.

                                                Fábula de Esopo

Fábula: A lebre e a tartaruga (primeira versão)

          No verão, a floresta fica mais alegre.
          O sol espanta a coruja que fecha os olhos e entra no toco mais cedo.
         A preguiça dorme entre as folhas. Os macacos balançam nos galhos, enquanto o tatu cava buracos para procurar raízes.
         Muito silenciosa, a tartaruga escuta o macaco dizer:
         __ A lebre é o animal mais veloz da mata.
         Lá embaixo, o tatu responde:
         __ Mas a tartaruga é mais resistente. Ela anda muito mais.
         A onça-pintada, que estava sentada à sombra, ouviu a conversa e disse:
         __  Vamos ver quem é o melhor. Aquele que chegar primeiro no lago é o campeão da mata.
         __ Será a lebre ou a tartaruga?
         Todos os bichos ficaram animados. A lebre saiu correndo. A tartaruga andava bem devagar. Arrastava o
casco e parecia que não ia
chegar.
         No meio do caminho, a lebre ficou cansada. Já estava tão longe da tartaruga que se deitou à sombra de uma árvore e dormiu um sono profundo.
         E foi assim que a tartaruga, com seu passo miúdo e lento, passou à frente da lebre. Chegou primeiro ao lago e foi beber água.

Moral: Quem corre cansa e devagar se vai ao longe.

                                                       Fábula de Esopo

                                  

Fábula: O leão e o rato (primeira versão)

     Era uma vez um leão que dormia sossegado, quando foi acordado, quando foi acordado por um rato.
     O rato passou correndo sobre a cara do leão.
     Com um rápido salto, ele capturou o rato. E já estava pronto para matá-lo.
     O rato suplicou “se o senhor poupar a minha vida, um dia retribuirei sua bondade”. O leão achou muito engraçado o pedido e acabou poupando a vida do ratinho.
     Alguns dias depois, o leão foi capturado por caçadores que o amarraram com fortes cordas na árvore.
     Um pouco depois, o rato passou por lá e viu o leão todo amarrado. Imediatamente o rato começou a roer as cordas soltando assim o leão.

Moral da história: Os pequenos amigos podem se revelar grandes aliados.
                                                             Fábula de Esopo

Fábula: O galo e a raposa


O galo cacarejava em cima de uma árvore. Vendo-o ali, a raposa tratou de bolar uma estratégia para que ele descesse e fosse o prato principal de seu almoço.
__ Você já ficou sabendo da grande novidade, galo? – perguntou a raposa.
__ Não. Que novidade é essa?
__ Acaba de ser assinada uma proclamação de paz entre todos os bichos da terra, da água e do ar. De hoje em diante, ninguém persegue mais ninguém. No reino animal haverá apenas paz, harmonia e amor.
__ Isso parece inacreditável! – comentou o galo.
__ Vamos, desça da árvore que eu lhe darei mais detalhes sobre o assunto – disse a raposa.
O galo, que de bobo não tinha nada, desconfiou que tudo não passava de um estratagema da raposa. Então, fingiu estar vendo alguém se aproximando.
__ Quem vem lá? Quem vem lá? – perguntou a raposa curiosa.
__ Uma matilha de cães de caça – respondeu o galo.
__ Bem...nesse caso é melhor eu me apressar – desculpou-se a raposa.
__ O que é isso, raposa? Você está com medo? Se a tal proclamação está mesmo em vigor, não há nada a temer. Os cães de caça não vão atacá-la como costumava fazer.
__ Talvez  eles ainda não saibam da proclamação. Adeusinho!
E lá se foi a raposa, com toda a pressa, em busca de uma outra presa para o seu almoço.

Moral da história: É preciso ter cuidado com amizades repentinas.
                                                       
                                   Fábula de Esopo

Fábula: A formiga e a pomba (primeira versão)


Uma Formiga foi à margem do rio para beber água e, sendo arrastada pela forte correnteza, estava prestes a se afogar.
Uma Pomba que estava numa árvore sobre a água, arrancou uma folha e a deixou cair na correnteza perto dela. A Formiga subiu na folha e flutuou em segurança até a margem.
Pouco tempo depois, um caçador de pássaros veio por baixo da árvore e se preparava para colocar varas com visgo perto da Pomba que repousava nos galhos alheia ao perigo.
A Formiga, percebendo sua intenção, deu-lhe uma ferroada no pé. Ele repentinamente deixou cair sua armadilha e, isso deu chance para que a Pomba voasse para longe a salvo.

Moral da História:  Quem é grato de coração sempre encontrará oportunidades para mostrar sua gratidão.
                                                      
                                                    Fábula de Esopo

Fábula: O CÃO E SEU REFLEXO

         Um cão estava se sentindo muito orgulhoso de si mesmo. Achara um enorme pedaço de carne e a levava na boca, pretendendo devorá-lo em paz em algum lugar.
          Ele chegou a um curso rio e começou a cruzar a estreita ponte que o levava para o outro lado. De repente, parou e olhou para baixo. Na superfície da água, viu seu próprio reflexo brilhando.
         O cão não se deu conta que estava olhando para si mesmo. Julgou estar vendo outro cão com um pedaço de carne na boca.
          Opa! Aquele pedaço de carne é maior que o meu, pensou ele. Vou pegá-lo e correr.  Dito e feito. Largou seu pedaço de carne para pegar o que estava na boca do outro cão. Naturalmente, seu pedaço caiu n`água e foi parar bem no fundo, deixando-o sem nada.

MORAL: Quem tudo quer tudo perde.
                                                                      Fábula de Esopo

Fábula: O Rato da Cidade e o Rato do Campo


    Um ratinho da cidade foi uma vez convidado para ir à casa de um rato do campo.
    Vendo que seu companheiro vivia pobremente de raízes e ervas, o rato da cidade convidou-o a morar com ele.
    __ Tenho muita pena da pobreza em que você vive-disse ele. Venha, morar comigo na cidade e você verá como lá a vida  é mais fácil.
     Lá se foram os dois para a cidade, onde se acomodaram numa casa rica e bonita.
     Foram ligo à despensa e estavam muito bem, comendo comidas fartas e gostosas, quando de repente uma pessoa com dois gatos, que pareceram enormes ao ratinho do campo.
     Os dois ratos correram espavoridos para se esconder.
     __ Eu vou para o meu campo – disse o rato do campo quando o perigo passou.
     __ Prefiro minhas raízes e ervas na calma, às suas comidas gostosas com todo esse susto.

Moral da História: Mais vale magro no mato, que gordo na boca do gato.

                                          Ruth Rocha. Fábulas de Esopo. Editora São Paulo.