Construindo noções cartográficas

Construindo noções cartográficas
Maquete da sala de aula com sucata

sexta-feira, 22 de maio de 2015

LEITURA REFLEXIVA: A LIÇÃO DO BAMBU CHINÊS

         A lição do bambu chinês
                                                                     Autor desconhecido 

Depois de plantada a semente deste incrível arbusto, não se vê nada, Durante 5 anos, todo o crescimento é subterrâneo, invisível a olho nu, Mas, uma maciça e fibrosa estrutura de raiz, que se estende vertical e horizontalmente pela terra está sendo construída.
Um escritor americano escreveu:

"Muitas coisas na vida pessoal e profissional são iguais ao bambu chinês": você trabalha, investe tempo, esforço, faz tudo o que pode para nutrir seu crescimento,e, às vezes não vê nada por semanas, meses, ou anos.

Mas, se tiver paciência para continuar trabalhando, persistindo e nutrindo, o seu 5º ano chegará, e, com ele, virão um crescimento e mudanças que você jamais esperava...

O bambu chinês nos ensina que não devemos facilmente desistir de nossos projetos,de nossos sonhos... especialmente no nosso trabalho, (que é sempre um grande projeto em nossas vidas)

É que devemos lembrar do bambu chinês, para não desistirmos facilmente diante das dificuldades que surgirão.


É preciso muita fibra para chegar às alturas e, ao mesmo tempo, muita flexibilidade para se curvar ao chão.



quinta-feira, 21 de maio de 2015

FÁBULA: Os viajantes e o urso

OS VIAJANTES E O URSO

Dois homens viajavam juntos quando, de repente, surgiu um urso de dentro da floresta e parou diante deles, urrando. Um dos homens tratou de subir na árvore mais próxima e agarrar-se aos ramos. O outro, vendo que não tinha tempo para esconder-se, deitou-se no chão, esticado, fingindo de morto, porque ouvira dizer que os ursos não tocam em homens mortos.
O urso aproximou-se, cheirou o homem deitado, e voltou de novo para a floresta.
Quando a fera desapareceu, o homem da árvore desceu apressadamente e disse ao companheiro:
Vi o urso a dizer alguma coisa no teu ouvido. Que foi que ele disse?
Disse que eu nunca viajasse com um medroso.

MORAL: Na hora do perigo é que se conhecem os amigos.

                                                                                  (Versão de Guilherme Figueiredo)

PROVERBIOS POPULARES PARA SEGMENTAÇÃO

CADAMACACONOSEUGALHO.

CADAPANELACOMSUATAMPA.

NADACOMOUMDIAAPÓSOUTRO.

SEMPRETEMUMSAPATOVELHOPARAUMPÉDOENTE.

CADAUMSABEONDEOSAPATOAPERTA.

NÃOSECONHECEUMLIVROPELACAPA.

NÃOJOGUEPEDRANOTELHADODOVIZINHOSEOSEUÉDEVIDRO.

QUANDOAESMOLAÉGRANDEOSANTODESCONFIA.

PARABAIXOTODOSANTOAJUDA.

CAVALODADONÃOSEOLHAOSDENTES.

OSOLNASCEPARATODOS.

QUEMTEMCOMQUEMEPAGARNADAMEDEVE.

CADADIATEMOSEUPRÓPRIOMAL.

DEUSAJUDAAQUEMCEDOMADRUGA.

FARINHADOMESMOSACO.

AÁGUASÓCORREPARAOMAR.

QUEMNÃOTECONHECEQUETECOMPRE.

FILHODEGATOGATINHOÉ.

DIGACOMQUEMANDASQUEEUTEDIREIQUEMÉS.

DORDEBARRIGANÃODÁUMASÓVEZ.

CASADEFERREIROESPETODEPAU.


Parlenda para segmentação

CORRECUTIANACASADATIA
CORRECIPÓNACASADAAVÓ
LENCINHO BRANCOCAIUNOCHÃO
MOÇABONITADOMEUCORAÇÃO

CORRECUTIANACASADATIA
CORRECIPÓNACASADAAVÓ
LENCINHO BRANCOCAIUNOCHÃO
MOÇABONITADOMEUCORAÇÃO

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sábado, 21 de março de 2015

Poema: O nome da gente - Pedro Bandeira

O NOME DA GENTE

PEDRO BANDEIRA


POR QUE É QUE EU ME CHAMO ISSO
E NÃO ME CHAMO AQUILO?
POR QUE É QUE O JACARÉ
NÃO SE CHAMA CROCODILO?

EU NÃO GOSTO
DO MEU NOME,
NÃO FUI EU
QUEM ESCOLHEU.
EU NÃO SEI
PORQUE SE METEM
COM O NOME
QUE É SÓ MEU!

O NENÊ
QUE VAI NASCER
VAI CHAMAR
COMO O PADRINHO,
VAI CHAMAR
COMO O VOVÔ,
MAS NINGUÉM
VAI PERGUNTAR
O QUE PENSA
O COITADINHO.

__ FOI MEU PAI QUE DECIDIU
QUE O MEU NOME FOSSE AQUELE
ISSO SÓ SERIA JUSTO
SE EU ESCOLHESSE
O NOME DELE.

QUANDO EU TIVER UM FILHO,
NÃO VOU PÔR NOME NENHUM.
QUANDO ELE FOR BEM GRANDE,

                                  ELE QUE PROCURE UM!

Leitura deleite: VIDA DE PAPEL


 VIDA DE PAPEL

                                                                                              Rosana Skronski

Estava sossegado no meu canto, quando o homem me abriu e me encheu de pipocas. Sem a menor cerimônia, uma mulher me pegou e foi me levando.
Ela comia as pipocas com olhos, boca e dentes de muita fome.
Quando acabou, meteu a boca dentro de mim, soprou um grande sopro e eu comecei a estufar,  estufar, estufar, estufar e... Bum!!!!!!!!!!!!! Tudo chacoalhou!!!!!!!!Um terremoto?
Não  era, não! A rua continuava no mesmo lugar, com as pessoas apressadas, as buzinas tocando... Tudo nervoso, mas normal.
A mulher deu uma gargalhada e sem mais nem menos me deixou cair ali, no meio da rua!
Mal tinha me levantado, quando veio um carro a toda velocidade pra cima de mim! Só me livrei daquele amasso  achatante,  porque uma ventania me empurrou pra calçada.
Vi um guri esquisito vindo pro meu lado.
Ele começou a me chutar, sem a menor consideração. Logo eu, que não tinha feito nada! Fui rolando rua abaixo até que ele resolveu seguir em frente, sozinho. Foi embora sem nem dizer um “muito obrigado” ou “desculpe o mal jeito”.
Fui, assim, me desviando dos pés que ameaçavam me pisar, sem rumo nem destino, quando uma coisa peluda se aproximou. Foi me arrastando para uma pá e da pá eu caí em uma lata. Lá dentro estava cheio de coisas.
A casca de laranja, cheirosa como sempre, foi logo me entrelaçando em um abraço. Um papel amassado e sujo disse pra eu não me envergonhar por ter ficado meio amarrotado.
Estava entre amigos e senti que ali era o meu lugar.
Um botãozinho quebrado contou que tinha caído da blusa de uma dona em um elevador. Quase se perdeu em um tapete felpudo.
Foi um aspirador que o salvou. Mas, todo agitado, o botão disse que a melhor aventura vem agora: uma longa viagem nos esperava!
Ele estava certo. À noitinha, um caminhão bem “maneiro” me levou com minha turma. Demos adeus à amiga casca, ao bagaço de milho e à paçoquinha embolorada. Encontramos garrafas, outros papéis, latinhas charmosas e vidros bons de papo.
Fomos parar em um lugar grande, com esteiras e máquinas.
Fiquei tão amigo de uns papéis, que, inseparáveis, fomos unidos pela máquina. E a melhor das surpresas: tudo aquilo estava ali só pra nos embelezar e nos deixar úteis de novo.
Virei folha de caderno, junto com os meus amigos! Nunca tinha imaginado que era tão importante pra ter um tratamento tão especial como esse!
Das prateleiras de uma loja fomos parar nas mãos de um garoto. Éramos brancos, mas ele desenhou uma árvore cheia de flores e frutos coloridos em cima da gente. Nos arrancou do caderno e nos pregou numa parede. Estamos em uma sala onde sempre há crianças.
Até hoje elas se aproximam e ficam nos admirando. Vocês podem acreditar nisso?!
De saquinho de pipoca  à vida de artista!

Como sou feliz !

sábado, 14 de março de 2015

HOMENAGEM À PROFESSORA MARINALVA

HOMENAGEM À PROFESSORA MARINALVA

                                                        Autoria: Professora Silvania Galdino
Hoje é dia de festa
É dia de emoção
Adivinhem de quem falo
De quem faz educação!

Mulher simples e humilde
Que veio do interior
Foi pela educação
Que ela se apaixonou.

Cada um tem sua missão
A sua de educar
Na história alagoana
A sociedade transformar.

Com muita seriedade,
Amor e dedicação
Procura vivenciar
A verdadeira educação.

É de se admirar
Sua força de vontade
Ninguém consegue controlar
Tamanha agilidade.

Sua generosidade
É de chamar a atenção
Pois quando faz uso dela
Sempre escuta o coração.

Presença sempre ativa
Espalhando gratidão
Na história de nossas vidas
Você teve grande participação.

Ensinar é seu forte,
Ela ama de paixão
Quando se fala das turmas
Perde até a concentração.

Amor pela educação
Ela sempre preservou
Com empenho e segurança
 Nunca desanimou.

Compromisso é seu lema
Não fez por obrigação
Trabalha com entusiasmo
Tudo pela educação!

Que Deus lhe cubra de bênçãos,
Paz, saúde e alegrias
Só temos que te agradecer
Pela sua companhia.

Pessoas como você,
No coração vamos guardar
Pois com certeza queremos
Com você sempre contar.

Mas já era de se pensar
No momento tão esperado
Quem não quer que chegue o momento
De fica aposentado.


Amigos da Escola Municipal Dom Miguel Fenelon Câmara



Homenagem à professora Marinalva Cordeiro por uma jornada de 50 anos no Magistério (30 na rede estadual de Alagoas e 20 na rede municipal de Maceió).

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

POEMA: TARSILA DO AMARAL

POEMA: TARSILA DO AMARAL

                                          Autoria: Profª Silvania Galdino

TEMOS UM OBJETIVO
EM AQUI APRESENTAR
É SOBRE TARSILA DO AMARAL
QUE QUEREMOS LHE FALAR.

SUA MÃE CHAMAVA-SE LÍDIA
SEU PAI JOSÉ ESTANISLAU,
E DO AMOR DELES DOIS
NASCEU TARSILA DO AMARAL.

O PINCEL FOI SEU PRIMEIRO BRINQUEDO
E QUANDO APRENDEU A BRINCAR
UM CORAÇÃO VERMELHO NA PAREDE
ELE FOI LIGO PINTAR.

NA FAZENDA ONDE NASCEU
CRESCEU COMENTO MUITAS FRUTAS,
BEBENDO LEITE DAS VACAS
E OUVINDO AS HISTÓRIAS DA CUCA.

O TEMPO FAZIA TARSILA CRESCER,
TINHA VONTADE DE CONHECER O MUNDO
E DE SEU TAMANHO SER.

COM MUITA CURIOSIDADE,
OLHAVA COM ADMIRAÇÃO
OS SANTINHOS DE PAPEL
QUE TRAZIAM ORAÇÃO.

MENINA MUITO LEVADA
CORRIA ATRÁS DAS GALINHAS,
SALTAVA SOBRE GRANDES PEDRAS,
SUBIA EM ARVORES
E BRINCAVA COM BONECAS.
FEITAS DE MATO
QUE ELE MESMA FAZIA.

DE TODOS OS ANIMAIS,
OS GATOS ERAM OS SEUS PREFERIDOS
QUERIA ESTAR SEMPRE COM ELES
TAMBÉM ERAM SEUS AMIGOS.

TARSILA NUNCA ESQUECEU
O TEMPO DE SUA INFÂNCIA
EM SUA OBRAS SEMPRE APARECEM
ESSAS FELIZES LEMBRANÇAS.

EM A CUCA FLORESTA E BICHOS,
EM A NEGRA, A AMA DE LEITE,
A BONECA, O TOURO, A LUA,
ESTAVAM REPRESENTANDO
UMA TERRA QUE ERA SUA.

VIVEU FORA DO BRASIL,
VIAJOU PARA A EUROPA,
FEZ AMIGOS IMPORTANTES
E APERFEIÇOOU SUA OBRA.

COM FORMAS QUASE GEOMÉTRICAS,
COM LINHAS CURVAS E RETAS
RETRATOU A ALEGRIA
DO CARNAVAL CARIOCA DAQUELA ÉPOCA.

UM DE SEUS QUADROS MAIS FAMOSOS
CHAMA-SE ABAPORU,
É UMA FIGURA ESTRANHA
O HOMEM QUE COME CARNE HUMANA.

COM AS QUESTÕES SOCIAIS
SEMPRE SE PREOCUPOU
E PARA UM BRASIL MELHOR
COM SEUS AMIGOS LUTOU
E A TELA OPERÁRIOS
FOI TAMBÉM ELA QUE PINTOU.

SUA OBRA É MUITO RICA
RETRATOU A NOSSA TERRA E A NOSSA GENTE
E NA SIMPLICIDADE DAS FIGURAS
DEIXOU-NOS A MARCA BRASILEIRA DE SUA
PINTURA.


sábado, 3 de janeiro de 2015

POEMA: Nordestino sim, Nordestinado não - Patativa do Assaré

POEMA: Nordestino sim, Nordestinado não
                                                                       Patativa do Assaré

Nunca diga nordestino
Que Deus lhe deu um destino
Causador do padecer
Nunca diga que é pecado
Que lhe deixa fracassado
Sem condições de viver

Não guarde no pensamento
Que estamos no sofrimento
E pagando o que devemos
A Providência Divina
Não nos deu a triste sina
De sofrer o que sofremos

Deus o autor da criação
Nos dotou com a razão
Bem livres de preconceitos
Mas os ingratos da terra
Com opressão e com guerra
Negam os nossos direitos

Não é Deus que nos castiga
Nem a seca que obriga
Sofrermos dura sentença
Não somos nordestinados
Nós somos injustiçados
Tratados com indiferença

Sofremos em nossa vida
Uma batalha renhida
Do irmão contra o irmão
Nós somos injustiçados
Nordestinos explorados
Mas nordestinados não

Há muita gente que chora
Vagando pela estrada afora
Sem terra, sem lar, sem pão
Crianças esfarrapadas
Famintas, escaveiradas
Morrendo de inanição

Sofre o neto, o filho e o pai
Para onde o pobre vai
Sempre encontra o mesmo mal
Esta miséria campeia
Desde a cidade à aldeia
 Do Sertão à capital

Aqueles pobres mendigos
Vão à procura de abrigos
Cheios de necessidade
Nesta miséria tamanha
Se acabaram na terra estranha
Sofrendo fome e saudade

Mas é o Pai Celeste
Que faz sair do Nordeste
Legiões de retirantes
Os grandes martírios seus
Não é permissão de Deus
É culpa dos governantes

Já sabemos muito bem
De onde nasce e de onde vem
A raiz do grande mal
Vem da situação crítica
Desigualdade política
Econômica e social

Somente a fraternidade
Nos traz a felicidade
Precisamos dar as mãos
Para que vaidade e orgulho
Guerra, questão e barulho
Dos irmãos contra os irmãos

Jesus Cristo, o Salvador
Pregou a paz e o amor
Na santa doutrina sua
O direito do banqueiro
É o direito do trapeiro
Que apanha os trapos da rua

Uma vez que o conformismo
Faz crescer o egoísmo
E a injustiça aumentar
Em favor do bem comum
É deve de cada um
Pelos direitos lutar

Por isso vamos lutar
Nós vamos reivindicar
O direito e a liberdade
Procurando em cada irmão
Justiça, paz e união
Amor e fraternidade

Somente o amor é capaz
E dentro de um país faz
Um só povo bem unido
Um povo que gozará
Porque assim já não há
Opressor nem oprimido.á
Opressor nem oprimido.



PRODUÇÃO DE TEXTO: O MEU BAIRRO

PRODUÇÃO DE TEXTO: O MEU BAIRRO

CONTEXTUALIZAÇÃO

Esta produção textual foi elaborada a partir de leituras dos textos produzidos pelos alunos de EJA no 4º Caderno de Produções Coletivas. Foram escolhidos pela professora aqueles que possibilitassem por meio da leitura, o desenvolvimento dos alunos quanto ao senso crítico sobre a realidade do bairro em que moram.
Na tentativa de superar conceitos do senso comum presentes na primeira versão do texto, a professora realizou um trabalho de reescrita coletiva, enriquecendo-o com outras leituras, inclusive, com relatos das experiências de mobilizações de bairros.
Assim, os alunos foram compreendendo que as modificações de sua comunidade dependem da organização coletiva da população, a qual servirá de mecanismo na mudança do destino de todos, tornando-os autores da sua própria história e não apenas seus expectadores.

Produção textual: O MEU BAIRRO

“Eu moro no Clima Bom há 12 anos. Quando vim morar aqui no Clima bom, era bem melhor, em parte, porque tinha menos violência e não tinha tanto bandido quanto hoje.
Com o tempo, a população foi aumentando e o Clima Bom foi se tornando em uma pequena cidade com: lojas, posto de saúde, mais escolas, armarinhos e outros pontos comerciais. Também foram construídos conjuntos residenciais como: Rosane Collor, Osman Loureiro, Colibri e Luiz Pedro II, onde fica a escola em que estudamos.
Portanto, precisamos nos reunir para lutar pelos nossos direitos de cidadãos, como, por exemplo: policiamento, saneamento básico, água tratada, transporte, educação para nossas crianças e uma melhor qualidade de vida para todos. Assim, valeria o nome de nosso bairro: Clima Bom”.

Vanúzia da Silva, 25 anos, 2ª Fase
Profª Marli Santana
Escola de Ensino Fundamental Luiz Pedro da Silva II
Bairro: Clima  Bom


REFLETINDO SOBRE O TEXTO


1-      Quais os sinais de progresso estão presentes em seu bairro?

2-      Aponte os maiores problemas enfrentados em sua comunidade?


3-      Na sua opinião, quais as mobilizações que poderiam se realizadas para superar os problemas que você indicou no item 2?

4-      Uma das dificuldades salientada pela autora do texto em seu bairro é a violência. Para você, quais as causas da violência?



5-      Depende de quem a superação da dificuldade apontada na questão anterior?



Fonte: V Caderno de Produções Coletivas – Educação de Jovens e Adultos – Semed – Maceió - 2003

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

FÁBULA DO CURRÍCULO DE ATIVIDADES

FÁBULA DO CURRÍCULO DE ATIVIDADES

Certa vez, os animais decidiram fazer alguma coisa para resolver os problemas do “novo mundo”, e assim organizaram uma escola.  Adotaram um currículo de atividades: corrida, natação, escalada e vôo. Para facilitar a administração, os animais matricularam-se em todas as disciplinas.
O pato era excelente estudante em natação, de fato, o melhor que o próprio instrutor, mas recebia notas apenas suficientes para aprovação em vôo e fracas em corrida. Sendo muito fraco em corrida, ele tinha que permanecer na escola depois das aulas e  até deixou a natação para praticar corrida.
Continuou nesse passo até que suas patas ficaram bastante feridas e por isso tornou-se apenas razoável em natação. Mas razoável era um grau mais aceitável na escola e ninguém se incomodou com o caso, a não ser o pato.
O coelho começou em primeiro lugar nas aulas de corrida, mas teve um colapso nervoso a tanto trabalho em natação.
O esquilo era excelente em escalar, mas desenvolveu uma frustração nas aulas de vôo, porque seu professor fez que começasse do chão para o alto, em vez de começar de cima da árvore para o chão. Desenvolveu também câimbras devido super-exercício e então tirou um C em escalada e um D em corrida.
A águia era uma criança-problema e foi disciplinada severamente. Nas aulas de subida em árvore, ela ganhava de todos, mas insistia em usar seus próprios métodos para chegar lá.
No final do ano letivo, uma enguia anormal que poderia nadar muito bem e também correr, escalar e voar um pouco, teve o grau mais elevado e foi a oradora da turma.


Dr. G. H. Reavis

(Tradução do Prof. Nélio Parra, da FUSP)